Momentos na Maternidade
FALANDO
SOBRE VACINAS
Vacinas são substâncias,
como proteínas,
toxinas,
partes de bactérias
ou vírus,
ou mesmo vírus e bactérias inteiros, atenuados ou mortos, que ao serem
introduzidas no organismo de um animal, suscitam uma reação do sistema imunológico semelhante à que ocorreria
no caso de uma infecção por um determinado agente patogênico, desencadeando a
produção de anticorpos
que acabam por tornar o organismo imune ou, ao menos mais resistente, a esse
agente (e às doenças
por ele provocadas).
São, geralmente, produzidas
a partir de agentes patogênicos (vírus
ou bactérias),
ou ainda de toxinas, previamente enfraquecidos. Ao inserir no organismo esse
tipo de substâncias, fazemos com que o corpo combata o agente levando à estimulando
a síntese de anticorpos, que protegem o nosso organismo, além de desenvolver a
chamada memória imunológica, tornando mais fácil o reconhecimento do agente
patogênico em futuras infecções e aumentando a eficiência do sistema imune em
combatê-lo. Quando o corpo é atacado por algum agente patogênico o organismo
encontra-se protegido.
A
IMPORTÂNCIA DA VACINA
As
vacinas são as ferramentas mais poderosas que existem para combater as doenças.
Protegem milhões de crianças e adultos das doenças que ameaçam suas vidas,
incluindo poliomielite (paralisia infantil), tétano, difteria, coqueluche,
febre amarela, encefalite japonesa, sarampo, hepatite B, meningite e gripe.
Graças
às vacinas, a varíola foi eliminada da face da terra. O vírus da poliomielite
silvestre está fora de circulação na maioria dos países. Com o propósito de
erradicar a poliomielite do planeta até o fim de 2005, a Sanofi Pasteur se
juntou a todos aqueles que apóiam a iniciativa da Organização Mundial de Saúde
e do Fundo para a Infância das Nações Unidas com uma doação de 50 milhões de
doses da vacina contra a poliomielite para as Jornadas Nacionais de Imunização
que serão fundamentais na erradicação da pólio em cinco países africanos
(Angola, Libéria, Serra Leoa, Somália e Sudão).
As
vacinas são também a forma mais econômica de intervenção, pois sua abordagem
reduz os custos dos tratamentos de saúde, relacionados com as doenças
infecciosas.
O
êxito alcançado na prevenção das doenças deste tipo, deve-se em grande
parte à dedicação e à união da comunidade responsável pela imunização, que
incluem médicos, enfermeiros, pesquisadores, planejadores da área de saúde
pública, organizações de saúde pública e comunidades religiosas.
A eliminação de uma doença infecciosa em escala
mundial, chamada de erradicação da doença, define o objetivo ideal da
vacinação. Neste caso, o vírus ou a bactéria desaparece completamente, bem como
a necessidade de prosseguir o programa de imunização. No entanto, a erradicação
é um processo complexo, e exige condições favoráveis. Como exemplo, a vacinação
já erradicou uma doença: a varíola. Por outro lado, a poliomielite está em vias
de extinção, e procura-se energicamente erradicar o sarampo.
O controle da doença é um objetivo mais
realista para a maioria dos programas de imunização. Isto significa que é
possível reduzir significantemente o número de casos, para menos de 1% do nível
anterior, assim como prevenir ou controlar rapidamente qualquer surto
epidêmico. No controle de uma doença, é preciso manter muito elevados os níveis
de imunização, pois os vírus ou as bactérias continuam a circular - embora em
quantidade reduzida. Se abandonarmos a vigilância, a enfermidade poderá
reaparecer de forma maciça. Os esforços despendidos para reduzir a incidência
da coqueluche em crianças representam um bom exemplo do controle da doença.
Algumas vacinas destinam-se essencialmente a uma proteção individual. Por exemplo, a bactéria responsável pelo tétano vive na terra, e não podemos simplesmente evitar todos os riscos da exposição. Assim, a vacina antitetânica protege os indivíduos contra os efeitos da substância tóxica produzida pela bactéria do tétano.
Vacinas são seguras?
As
vacinas se constituem em ferramentas que estão entre as mais inofensivas da medicina
moderna. São muito raros os efeitos colaterais graves. Podem ocorrer reações
alérgicas graves, porém o nível de risco é muito pequeno.
Os
benefícios individuais da vacinação superam amplamente os riscos. De fato,
estes riscos são muito menores do que o perigo representado pela doença.
Após
a administração de uma vacina pode ocorrer, algumas vezes, o aparecimento de
efeitos colaterais menores, por exemplo, um inchaço e sensibilidade no local da
injeção, ou até de uma febre branda.
Embora
desagradáveis essas reações são de curta duração e não interferem na rotina das
pessoas vacinadas.
Entre
os que lidam com a vacinação, ninguém se descuida da segurança das vacinas.
Antes de ser utilizada, toda vacina deve ser submetida a provas de laboratório
e ensaios no campo, e passar por um procedimento rigoroso de registro.
Inclusive, quando a vacina já está registrada, cada lote passa por provas de
inocuidade e de qualidade. Além disso, as vacinas são submetidas a uma
vigilância contínua quanto aos seus efeitos colaterais.
O
ideal seria que as vacinas não provocassem qualquer efeito colateral. Com este
objetivo, os pesquisadores procuram desenvolver vacinas sempre melhores.
Enquanto isso convém reconhecer o mérito das vacinas disponíveis. Elas são
muito eficazes e muito seguras.
Locais
e formas de administração
As vacinas podem ser
administradas de formas diferentes. Cada vacina tem sua indicação específica em
relação a forma de administração.
Via
oral
A via oral é utilizada para
administrar algumas vacinas, como: OPV, cólera oral e rotavírus. Estas vacinas
não devem ser mantidas à temperatura ambiente, o que diminui sua eficácia, e só
devem ser retiradas da geladeira na hora de sua utilização.- Embalagem
monodose: administrar diretamente na boca.
- Frascos
multidose: o ideal é colocar a dose correspondente em uma colher
descartável.
Via
intramuscular
A via intramuscular é
utilizada para a administração de produtos biológicos (imunoglobulinas
ou vacinas) na massa muscular profunda, sendo contra-indicada para pacientes
com diátese hemorrágica.As vacinas de aplicação intramuscular podem ser aplicadas no vasto lateral da coxa, no deltóide ou no glúteo.
Recomenda-se não utilizar a região glútea como lugar de aplicação da injeção intramuscular para evitar as complicações locais que podem surgir (lesão do nervo ciático). Esta região deve ser escolhida excepcionalmente e somente em crianças maiores de três anos ou naquelas que anda há pelo menos um ano, com a finalidade de garantir que haja um bom desenvolvimento muscular. Além disso, foi descrita uma menor efetividade de determinadas vacinas (Hepatites A e B e anti-rábica) administradas nesse sítio anatômico, provavelmente devido à injeção despercebida em tecido adiposo.
Via
subcutânea ou hipodérmica
A via subcutânea, ou
hipodérmica, é utilizada quando o produto deve ser injetado no interior do
tecido conjuntivo, debaixo da pele. Alguns medicamentos, como insulina e
adrenalina, costumam ser administrados desta forma.
Via
intradérmica
A via intradérmica é utilzada
quando o produto deve ser aplicado, dentro da derme, a quantidade mínima (0,01
ml a 0,1 ml) de um produto biológico que será absorvido de forma lenta e local.Por ser um local extremamente delicado, o maior número de acidentes pérfuro-cortantes durante a vacinação ocorre neste procedimento.
Esta
via é utilizada para a administração de certas vacinas (BCG), para realização
de testes diagnósticos (Mantoux ou PPD) e para verificar a sensibilidade do
paciente em relação a determinados antígenos.
Recentemente,
este procedimento vem sendo utilizado para a vacinação contra o vírus da
hepatite B em pacientes que não soroconverteram mesmo após ter sido repetido o
esquema vacinal.
Após
a vacinação, deve-se observar o surgimento de eventos adversos secundários
durante 15 a 30 minutos, anotando-os na carteira de vacinação da criança se os
mesmos ocorrerem.
Após
a vacinação, anotar na carteira de vacinação os seguintes dados sobre a vacina
que acaba de ser administrada: data, nome, número de lote, quantidade
administrada, via de administração e assinatura do profissional que a
administrou.
TIPOS E
REAÇÕES DA VACINA
Vacina
BCG
A vacina
protege contra as formas mais graves de tuberculose, que são a tuberculose
miliar e a meningite por tuberculose. Assim como, dá proteção cruzada contra a
hanseníase.
- Esquema vacinal:
Apenas 1
dose, que deve ser feita ao nascer e de preferência na maternidade (Segundo a
Organização Mundial de Saúde).
- Possíveis reações:
De 1 a 4
semanas após aplicação da vacina a criança pode apresentar reações no local da
aplicação, como: pápula, podendo sair secreção , pode formar feridinha e uma
cicatriz.
Observação! Se após 6 meses da vacinação a
criança não apresentar cicatriz, esta deve ser revacinada.
Vacina
contra Hepatite B
A
Hepatite B é uma doença viral grave e altamente contagiosa que atinge o fígado,
podendo causar câncer e cirrose hepática. A transmissão do vírus da hepatite B
ocorre por: via sexual, contato com sangue através do uso de utensílios
contaminados como por exemplo dentista e manicure, pela saliva e outros
líquidos corporais e da mãe para o bebê durante a gravidez.
- Esquema vacinal:
1ª dose
ao nascer, de preferência na maternidade (Segundo a Organização Mundial de
Saúde).
2ª dose
com 1 mês.
3ª dose
após 6 meses da 1ª dose.
Possíveis Reações:
Dor local
e febre.
Vacina
contra Rotavírus
O
rotavírus é um vírus gastrointestinal um dos principais responsáveis pelas
diarréias nas crianças, que podem evoluir para uma grave desidratação.
- Esquema vacinal:
1ª dose
aos 2 meses , mas podendo ser feita apenas até 3 meses e 7 dias.
2ª dose
aos 4 meses, mas podendo ser feita apenas até 5 meses e 15 dias
Vacina
contra Difteria, Tétano, Coqueluche acelular, Poliomielite e Haemophilus
influenzae do tipo b.
A Difteria, conhecida popularmente como
crupe, é uma doença bacteriana altamente contagiosa, que começa com uma
infecção na garganta e podendo evoluir rapidamente causando problemas
respiratórios, cardíacos e neurológicos.Em alguns casos pode ser fatal.
O Tétano é uma doença grave causada por
uma bactéria que afeta os músculos, causando espasmos musculares dolorosos, e
pode, frequentemente causar problemas respiratórios e morte.Esta bactéria pode
ser encontrada no solo, fezes, pedaços de madeira e metais. A bactéria entra no
corpo geralmente através de um corte ou ferida contaminada. Mesmos os pequenos
cortes causados nas brincadeiras de seu filho pode vir a se infectar.
A Coqueluche é uma doença bacteriana
altamente infecciosa que provoca um extremo desconforto. As crianças ficam
exaustas pelos longas tosses seguidas frequentemente de vômitos.
O vírus da poliomiletite é responsável
pela paralisia infantil. E graças a vacinação , no Brasil, o último caso de
poliomielite causado pelo vírus selvagem foi em 1989 na Paraíba;
O Haemophilus influenzae do
tipo b causa infecção generalizada, pneumonia, celulite e epiglotite aguda.È
uma bactéria que com maior freqüência causa meningite bacteriana em crianças
com menos de 5 anos.A vacina é a principal inimiga desta bactéria , pois nas
doses recomendadas, impede que a criança desenvolva essas doenças invasivas.
- Esquema vacinal:
1ª dose
aos 2 meses contra Pólio,DTPa(acelular), anti- haemophilus influenzae tipo
b;
2ª dose
aos 4 meses contra Pólio,DTPa(acelular), anti- haemophilus influenzae tipo
b;
3ª dose
aos 6 meses contra Pólio,DTPa(acelular), anti- haemophilus influenzae tipo
b;
1°
reforço com 15 meses contra Pólio,DTPa(acelular), anti- haemophilus
influenzae tipo b;
2°
reforço apenas contra Difteria, Tétano e Coqueluche acelular de 4 a 6 anos.
3º
reforço contra Difteria e Tétano de 14 a16 anos.
-
Possíveis reações:
Febre e dor local.
Febre e dor local.
-
Atenção!
Diferentemente do Posto de Saúde, a vacina contra Difteria , Tétano e Coqueluche é acelular(DTPa) e causa menos reações. Esta é combinada contra outras doenças em apenas 1 furadinha.
Diferentemente do Posto de Saúde, a vacina contra Difteria , Tétano e Coqueluche é acelular(DTPa) e causa menos reações. Esta é combinada contra outras doenças em apenas 1 furadinha.
Vacina
anti-pneumocócica conjugada 7 valente (PREVENAR)
A vacina
protege contra pneumonia, otite média, sinusite, infecção generalizada e
meningite causadas pela bactéria pneumococo.
- Esquema vacinal:
1ª dose
aos 2 meses,
2 ª dose
aos 4 meses,
3ª dose
aos 6 meses,
1°
reforço aos 15 meses,
Se a
criança começar a fazer a 1ª dose entre 7 e 11 meses, faz-se 3 doses com intervalo
de meses.
Se a
criança começar a fazer a 1ª dose entre 12 e 23 meses, faz-se 2 doses com
intervalo de 2 meses.
Se a
criança fizer a 1ª dose com mais de 2 anos é dose única.
- Possíveis reações:
Dor local
e febre.
- Atenção!
O risco
de se adquirir a doença é maior em menores de 2 anos de idade.
Vacina
anti- meningocócica do tipo C
A meningite é uma inflamação das
membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal. E merece destaque pela
freqüência que ocorre e pela possibilidade de causar epidemias com conseqüência
graves. Esta doença é adquirida por via respiratória, de forma direta e por
contato íntimo através de gotículas nasofaríngeas ( nariz ou boca).
- Atenção!
O risco
de se adquirir a doença é maior de 3 meses a 1 ano de vida.
- Esquema vacinal:
1ª dose
aos 3 meses,
2ª dose
aos 5 meses,
1°
reforço com 13 meses.
Se a
criança começar a 1ª dose entre 10 e 11 meses, faz-se 2 doses.
- Possíveis reações:
Dor local
e febre.
Vacina
contra Hepatite A
A Hepatite A é uma inflamação do fígado
que compromete sua função.A sua transmissão ocorre por via fecal- oral. O vírus
pode ser disseminado pelas mãos de pessoas infectadas por contato direto, pela
manipulação de objetos contaminados ou ainda pela ingestão de água ou alimentos
contaminados.
- Esquema vacinal:
1ª dose
com 1 ano ;
2ª dose após 6 meses.
Vacina
contra Varicela (Catapora)
A varicela é uma doença infecciosa cujo
sintoma característico é o aparecimento de pequenas bolhas que coçam muito,
febre, calafrios, náuseas e vômitos. A maioria das crianças tem entre 250 e 500
lesões , podendo chegar a 2000. Estas lesões formam crostas e permanecem por 1
a 2 semanas.
- Esquema vacinal:
1ª dose
com 1 ano;
2ª dose
de 4 a 6 anos;
- Possíveis reações:
Febre e
bolhas em pequenas quantidades.
Vacina
contra Sarampo, Caxumba e Rubéola( Tríplice Viral)
SarampoÉ uma doença viral
infecto-contagiosa transmitida por via respiratória. Apesar de haver cura, esta
doença ainda é uma das causas mais freqüentes de óbitos em crianças,
particularmente em países onde a vacinação em massa não é satisfatória.
Caxumba
A caxumba também chamada de papeira ou
parotidite é uma infecção viral das glândulas salivares, sublinguais ou
submandibulares que se caracteriza por febre, dor e inchação das glândulas.
Rubéola
É uma
doença infecciosa imunoprevinível de transmissão respiratória que se
caracteriza por febre,manchas avermelhadas entre outros sinais e
sintomas.Durante a gravidez, a infecção pelo vírus da rubéola pode resultar em
aborto, parto prematuro ou mal-formações congênitas.
- Esquema vacinal:
1ª dose
com 1 ano;
2ª dose
de 4 a 6 anos.
- Possíveis reações:
Febre e o
aparecimento de manchas vermelhas em pequena quantidade.
Vacina
contra influenza (gripe)
A gripe é uma doença viral com sintomas
mais fortes do que o resfriado, como, febre alta, dores no corpo e nas
articulações, falta de apetite, dor de cabeça, tosse seca, nariz obstruído,
cansaço extremo e espirros.
- Atenção!
A melhor
época para se vacinar é de março até junho, antes do inverno.
- Esquema vacinal:
A vacina
pode ser feita a partir de 6 meses e deve ser repetida anualmente.
As
crianças até 8 anos 11 meses e 29 dias que estão se vacinando pela 1ª vez
contra gripe devem tomar 2ª dose após 1 mês e depois só anualmente.
- Possíveis reações:
Dor local
Vacina
contra o HPV (Papilomavírus Humano)
Existem
02 vacinas disponíveis para prevenção do HPV:
• A
vacina quadrivalente, que protege contra os sorotipos 6, 11, 16 e 18
responsáveis pelo aparecimento de verrugas genitais e câncer do colo do útero, vagina
e vulva.
- È
recomendada para meninas e mulheres jovens de 9 a 26 anos de idade.
- Esquema vacinal:
1ª dose a
data que escolher;
2ª dose 2
meses a pós a 1ª;
3ª dose 6 meses após a 1ª dose.
• E
a vacina bivalente, que imuniza para os sorotipos 16 e 18, causadores câncer do
colo do útero, vagina e vulva.
- È
recomendada para mulheres na faixa etária de 10 a 25 anos de idade
- Esquema vacinal:
1ª dose a data que escolher;
2ª dose 1
meses a pós a 1ª;
3ª dose 6
meses após a 1ª dose.
- As possíveis
reações incluem dor e vermelhidão no local da aplicação.
Calendário
de Vacinação da Criança
Recomendado
pela Sociedade Brasileira de Pediatria - 2009
|
Idade
|
Vacina
|
Doses
|
Doenças
que imuniza
|
|
Ao
nascer
|
dose
única
|
Formas
graves de tuberculose
|
|
|
1ª dose
|
Hepatite
B
|
||
|
1 mês
|
2ª dose
|
Hepatite
B
|
|
|
2 meses
|
1ª dose
|
Difteria,
tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus
influenzae tipo b
|
|
|
1ª dose
|
Poliomielite
(paralisia infantil)
|
||
|
1ª dose
|
Diarréia
e desidratação causada por rotavírus
|
||
|
1ª dose
|
Meningite
pneumocócica, pneumonia, sinusite
|
||
|
3 meses
|
1ª dose
|
Meningite
Meningocócica C
|
|
|
4 meses
|
2ª dose
|
Difteria,
tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus
influenzae tipo b
|
|
|
2ª dose
|
Poliomielite
(paralisia infantil)
|
||
|
2ª dose
|
Diarréia
e desidratação causada por rotavírus
|
||
|
2ª dose
|
Meningite
pneumocócica, pneumonia, sinusite
|
||
|
5 meses
|
2ª dose
|
Meningite
Meningocócica C
|
|
|
6 meses
|
3ª dose
|
Difteria,
tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus
influenzae tipo b
|
|
|
3ª dose
|
Poliomielite
(paralisia infantil)
|
||
|
3ª dose
|
Hepatite
B
|
||
|
3ª dose
|
Meningite
pneumocócica, pneumonia, sinusite
|
||
|
Influenza (*)
|
1ª dose
|
Gripe
|
|
|
7 meses
|
Influenza (*)
|
2ª dose
|
Gripe
|
|
9 meses
|
dose
única
|
Febre
amarela
|
|
|
12
meses
|
dose
única
|
Sarampo,
rubéola e caxumba
|
|
|
Hepatite A (*)
|
1ª dose
|
Hepatite
do tipo A
|
|
|
Varicela (*)
|
1ª dose
|
Catapora
|
|
|
15
meses
|
reforço
|
Poliomielite
(paralisia infantil)
|
|
|
DTP
(tríplice bacteriana)
|
1º
reforço
|
Difteria,
tétano e coqueluche
|
|
|
reforço
|
Meningite
pneumocócica, pneumonia, sinusite
|
||
|
18
meses
|
Hepatite A (*)
|
2ª dose
|
Hepatite
do tipo A
|
|
2 anos
|
Influenza (*)
|
reforço
|
Gripe
|
|
3 anos
|
Influenza (*)
|
reforço
|
Gripe
|
|
4 anos
|
Influenza (*)
|
reforço
|
Gripe
|
|
5 anos
|
Influenza (*)
|
reforço
|
Gripe
|
|
4 - 6
anos
|
DTP
(tríplice bacteriana)
|
2º
reforço
|
Difteria,
tétano e coqueluche
|
|
reforço
|
Sarampo,
rubéola e caxumba
|
(*) Não disponível na rede
pública
TIPOS DE PARTOS
PARTO NORMAL
A expulsão do bebê ocorre somente com a pressão que as paredes do útero exercem sobre o mesmo. Normalmente, em um parto normal,, é realizada a episiotomia, que consiste em um corte cirúrgico feito na região perineal para auxiliar a saída do bebê e evitar rotura dos tecidos perineais. A sutura é feita imediatamente após o parto, cicatrizando em poucos dias. Na maior parte dos casos, é necessário dar laguma anestesia para diminuir as dores e para garantir a segurança da mãe do bebê.
PARTO FÓRCEPS
Parto via vaginal no qual se utiliza um instrumento cirúrgico semelhante a uma colher, que é colocado nos lados da cabeça do bebê para ajudar o obstetra a retirá-lo do canal do parto.
PARTO CESÁRIA
É a retirada cirúrgica do bebê. Esse procedimento é realizado quando a mãe ou bebê apresentam algumas situações específicas, tais como: eliminação de fezes (mecônio) pelo bebê, dentro da bolsa; alteração do batimento cardíaco do bebê; problemas com o funcionamento ou posicionamento da placenta; eclampsia (hipertensão materna grave); infecção ativa de herpes genital; bebê muito grande em proporção à bacia materna; posicionamneto incorreto do bebê; gestação múltipla.
TIPOS DE ANESTESIAS
Bloqueio Perineal ou Anestesia Local:
realizada apenas na área da episiotomia.
Bloqueio Espinhal: Raqui e Peridual:
A raqui promove o bloqueio sensitivo e motor, ou seja, a paciente deixa de sentir e movimentar as pernas e o baixo ventre. Esse tipo de anestesia proporciona um relaxamento maior da região pélvica e sua instalação é mais rápida.
A peridural promove apenas o bloqueio sensitivo, ou seja, a paciente deixa apenas de sentir, permanecendo a movimentação; eliminando a dor, mas não interferindo nas contrações uterinas.
ESTÁGIOS DO TRABALHO DE PARTO
Na maioria das vezes, após a internação, a gestante é submetida a alguns preparos determinados pelo médico. Esses preparos consistem na tricotomia (raspagem dos pêlos pubianos), lavagem intestinal e instalação de soro com medicamentos. Esses procedimentos não são obrigatórios, mas são freguentes.
PRIMEIRO ESTÁGIO
Inicia-se com contrações regulares e termina com a dilatação completa do colo do útero. A duração desse primeiro estágio varia muito de mulher para mulher, mas é normal um espaço de 4 a 12 horas para uma mulher que vai ser mãe pela primeira vez, e de 2 a 6 horas para uma mulher que já teve pelo menos um filho antes. Ao iniciar o primeiro estágio, a cabeça do bebê começa a descer e o colo do útero a dilatar-se. As fortes contrações do útero dilatam o colo gradualmente e as membranas se rompem. Ao terminar o primeiro estágio, o colo do útero apresenta uma dilatação máxima de 10 cm ou 5 dedos.
SEGUNDO ESTÁGIO
Começa quando o colo do útero atinge sua dilatação máxima e termina com a saída completa do bebê. Nesta fase, a mãe sentirá uma sensação de pressão sobre a região perineal. As contrações uterinas, cojungadas ao esforço da mãe, empurram o bebê para a vagina. A cabeça do recém nascido é alongada porque para passar pelo colo do útero e pela vagina, ela vai sendo espremida e moldada da melhor maneira possível. Isso só acontece porque na hora do nascimento, os ossos do crânio do bebê ainda não se soldaram uns aos outros. Esse formato pontudo desaparece rapidamente. Esse segundo estágio não costuma demorar mais que 2 horas. Em geral é bem mais curto, principalmente depois do primeiro filho. A parte mais demorada é a passagem da cabeça do bebê, pois o resto sai em menos de 1 minuto.
TERCEIRO ESTÁGIO
Começa imediatamente após o nascimento da criança e termina com o desprendimento da placenta da parte uterina, que é expelida pela vagina. isso ocorre de 3 a 5 minutos após o parto.
OUTROS PROCEDIMENTOS
Indução Chama-se indução o procedimento pelo qual se inicia, através de medicamentos, o trabalho de parto. esse procedimento é somente indicado pelo médico após avaliação. Condução do trabalho de parto É o mesmo processo da indução usado pelo médico, quando o trabalho de parto se prolongou demasiadamente, sem que o bebê tenha descido pelo canal do parto. Esse procedimento é realizado em determinadas circunstâncias como: quando as contrações permanecem distanciadas ou tenham cessado totalmente; quando a bolsa já se rompeu e o trabalho de parto não tenha começado espontaneamente. Nesses casos, é utilizado um medicamento que estimula ou faz com que as contrações se regularizem (soro).