Psicologia


TEMA: “Educação e Saúde Mental”

INTRODUÇÃO:
As dificuldades de aprendizagem têm se mostrado como algo cada vez mais comum em nossa sociedade. Na base dessas dificuldades encontramos fatores psicológicos, principalmente fornecidos pelo sistema familiar, e culturais, que também embasam a formação da identidade de cada um de nós. A diferença é necessária à formação da identidade, mas a identidade diferente trás uma carga muito pesada atualmente para quem a carrega: ser posto à margem desse mundo globalizado.
Temos, como conseqüência, um ciclo onde a cultura impõe a necessidade de uma aprendizagem eficaz por parte de seus membros e estes, por sua vez, sentem a necessidade deste aprendizado para poder ter a sensação de dominação dessa cultura. Aqueles que não conseguem se adequar a essa situação, sofrem as conseqüências de uma identidade formada em cima de uma dificuldade (no início ligada apenas a aprendizagem, mais tarde a todos os aspectos de sua vida). A demanda pode se tornar insuportável para esse indivíduo que não se adequou ao modo de vida capitalista imposto pela nossa sociedade. É aí que entra o trabalho do psicólogo e de toda a equipe multidisciplinar, que tem como objetivo oferecer um suporte para este indivíduo e sua família, trabalhando suas questões individuais, desenvolvendo habilidades específicas e participando de sua realidade sócio-cultural , visando sua inclusão neste meio.
Nas Instituições educacionais, ainda nos deparamos com profissionais despreparados para lidar com esse tipo de situação. Foi com essa finalidade, que o nosso grupo elaborou um projeto cujo propósito é capacitar pais e professores que tem contato com crianças e adolescentes necessitados de algum tratamento especial e incluí-los na sociedade.


PCI – PROJETO DE CAPACITAÇÃO E INSERÇÃO

DIAGNÓSTICO
O projeto visa assistir a entidades públicas ou privadas, que sejam carentes de profissionais qualificados para atender aos portadores de necessidades especiais.
O nosso público-alvo abrange crianças e/ou pré-adolescentes com características de comprometimento emocional e/ou orgânico com estruturas psíquicas que tenham condições básicas de inserção no simbólico e organização cognitiva relativamente preservada. Tendo em comum uma forte resistência à aprendizagem, oriunda de marcas vividas no espaço da escola regular, cuminando no processo de alfabetização. Os diagnósticos podem ser variados: retardo mental leve e moderado, síndrome de down e outros portadores de necessidades especiais, além de transtornos de aprendizagem como dislexia e TDAH.
A proposta é de trabalhar como prestador de serviços ,quando solicitado, em espaços  como escolas, creches, clubes etc., para atender uma clientela que esteja com dificuldades em lidar com algum dos diagnósticos citados acima.

OBJETIVO GERAL
Proporcionar ao cliente condições para seu desenvolvimento psicopedagógico, possibilitando sua alfabetização e sua função social. Respeitando suas singularidades, favoreceremos a inserção social através da participação e reflexão crítica da realidade, articulando-as aos conteúdos socialmente significativos.



OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Prestar assistência :
·         aos apectos percepto-motores;
·         ao desenvolvimento da linguagem oral e escrita;
·         ao desenvolvimento da independência, autonomia e responsabilidade;
·         ao desenvolvimento do senso crítico;
·         ao desenvolvimento da capacidade criadora e da curiosidade;
·         ao fortalecimento, através do lúdico, da função da leitura/escrita;
·         ao desenvolvimento do pensamento e na manifestação através de diferentes formas de expressão;
·         na participação da realidade sócio-cultural;
·         na expressão de sentimentos e emoções;
·         na construção de normas de conduta e regras para integração social;
·         no conhecimento do meio físico e na tomada de consciência das relações causais, espaciais e temporais;
·         na aquisição e aplicação de conhecimentos matemáticos em situações de vida diária;
·         para propiciar trocas sociais baseadas na reciprocidade e cooperação.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO E DINÂMICA DO TRABALHO
A partir do tema gerador, definido no projeto, as atividades serão desenvolvidas buscando a contextualização do mesmo numa proposta interdisciplinar. Para tal seguiremos os seguintes métodos:
Serão realizadas entrevistas. Primeiramente, uma individual, com a criança ou adolescente em questão, para que se localize o problema e seja realizado o psicodiagnóstico. Através de uma entrevista aberta (com liberdade para perguntas e intervenções) o psicólogo buscará recolher informações a respeito de seus familiares, amigos, sentimentos, angústias e medos do sujeito. Se durante a entrevista houver dificuldade de comunicação por parte da criança, por exemplo, poderá ser realizados jogos, dinâmicas, enfim, de forma lúdica se realizará uma aproximação. Também deverão ser aplicados testes psicológicos, para a confirmação de suspeitas de transtornos, dificuldades de aprendizagem, etc. Será emitido um laudo.
Ainda serão realizadas entrevistas abertas com os responsáveis e com os profissionais da escola. Ambos fornecerão informações importantes a respeito do sujeito e também receberão diretrizes de como agir com ele. Pais e professores compreensivos, dedicados, motivados podem fazer toda a diferença. Importante destacar que as informações a respeito das entrevistas serão mantidas em sigilo (fornecido somente o necessário).

Para o fim de diagnóstico, em uma criança ou jovem com suspeita de dislexia, poderá ser aplicado durante a entrevista individual do mesmo, o seguinte teste:

Teste PADD - v2/2005
Prova de Análise e Despiste da Dislexia v2/2005

A prova analisa o desempenho de crianças, jovens e adultos em tarefas de leitura e consciência fonética e é composta pelo manual, protocolo e cartões-estímulo.
Prova no âmbito da Neuropsicologia Cognitiva que permite analisar a consciência fonética e articulatória dos sujeitos, bem como a capacidade de leitura e funcionamento das vias fonológica e ortográfica, com vista ao despiste da dislexia central.

Para crianças ou adolescentes (6 –16 anos) com dificuldades de aprendizagem e/ou retardo mental, poderá ser aplicado o seguinte teste:

Teste WISC-III
Escala de Inteligência de Wechsler para Crianças - 3ª edição

O desempenho das crianças e adolescentes pode ser analisado em termos de subtestes e de três resultados compósitos: QI Verbal, QI de Realização e QI da Escala Completa. As várias análises fatoriais, realizadas com base nos dados da amostra de aferição da WISC-III, corroboraram ainda a presença de três fatores. Assim, o utilizador poderá igualmente recorrer ao cálculo dos seguintes índices fatoriais: Compreensão Verbal, Organização Perceptiva e Velocidade de Processamento. Constam ainda do manual técnico estudos comparativos entre a WISC-III outras medidas da inteligência e o nível das aquisições escolares, assim como estudos com populações especiais (como deficiência mental, dificuldades de aprendizagem e inteligência superior, por exemplo).
O jogo completo inclui: manual técnico, folhas de registro, caderno de estímulos, caixa com cartões para o subteste. Disposição de gravuras, cartão branco para o subteste Aritmética, cartões com problemas aritméticos, caixa com cubos, puzzles para o subteste. Composição de objetos, biombo de apresentação, cadernos de pesquisa de símbolos e cadernos de labirintos.

ESTRATÉGIAS
Métodos Individuais:
·         Observação do educando
·         Entrevista/psicodiagnóstico
·         Aconselhamento
·         Aplicação de testes
·         Dinâmica de jogos (para crianças)
Métodos coletivos:
·         Obsevação da vivência escolar
·         Entrevistas com pais e professores
·         Discussão em grupos pequenos
·         Estudos de caso – situação problema
·         Leitura dirigida
·         Acompanhamento das atividades (com feedback dos resultados)
Recursos:
Humanos- Técnicos (Pedagogo, Psicólogo, Fonoaudiólogo, Fisioterapeuta, Psicomotricista)
Físicos- Sala arejada, iluminada,confortável e silenciosa, onde possam ser relaizadas as entrevistas individuais e coletivas; quadra esportiva.
Materiais- Cadeiras, mesas, testes psicológicos, lápis diversos, papéis variados, cadernos, canetas, hidrocor, cola, tintas, tesouras, livros de história, sucatas, jogos, brinquedos, isopor, cartolina, pincéis, colchonetes ou esteiras, etc.

AVALIAÇÃO
·         Registro diários das atividades e acontecimentos
·         Relatórios de avaliação individual dos aspectos: cognitivos, social, afetivo e percepto-motor.
·         Centros de estudos solicitados pela equipe, de acordo com a necessidade dos clientes.
·         Entrevista de devolução para o examinando, pais e professores.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Para a divulgação do nosso projeto, a proposta inicial é divulgar o trabalho através de folders, homepage e outdoors.
OBS.: Trabalho realizado na graduação
            Disciplina: Educação e saúde

ESQUIZOFRENIA

1-      Definição de esquizofrenia

R.: A esquizofrenia caracteriza-se por acentuada perda de contato com a realidade (dissociação), grave divisão ou fragmentação da personalidade, formação de um mundo conceptual  excessivamente determinado pelo sentimento e ocorrência de sintomas que assinalam uma deteriorização progressiva.


2-      Epidemologia:

R.: Nos Estados Unidos, a prevalência da esquizofrenia durante o período de vida  é relatada variadamente como estando entre 1 e 1,5% ; consistente com esta faixa, o estudo de Área de Captação Epidemiológica (ECA) patrocinado  pelo National  Institute of Mental  Health (NIMH) relatou uma prevalência  vitalícia de 1,3% . Aproximadamente 0,025 a 0,05% da população  total recebem tratamento para esquizofrenia em qualquer ano determinado. Embora dois terços desses pacientes  necessite de hospitalização, estima-se que apenas metade de todos os pacientes esquizofrênicos obtenham tratamento, apesar  da gravidade do transtorno.

3-      Curso da esquizofrenia e prognóstico. Fatos de bom prognóstico e reservado (ruim). Como a doença evolui.

R.: Curso: Um padrão  sintomático pré-mórbido pode ser  a primeira evidência de doença, embora a importância dos sintomas, em geral, apenas, seja reconhecida retrospectivamente. De modo característico, os sintomas iniciam na adolescência, seguidos pelo desenvolvimento de sintomas prodrômicos em dias a meses. O início dos sintomas perturbadores pode ter sido aparentemente deflagrado por uma mudança social ou ambiental, como o ingresso na faculdade, uma experiência com substâncias ou morte de um parente. A síndrome prodrômica pode durar um ano ou mais, antes do início  de sintomas psicóticos manifestos.
      Após o primeiro episódio psicótico, o paciente passa por um período de recuperação gradual, que pode ser seguido por um extenso período de funcionamento relativamente normal. Entretanto, geralmente, ocorre uma recaída, sendo que o padrão geral da doença, evidenciados nos primeiros cinco anos após o diagnóstico, em geral, é preditivo da evolução a longo prazo. Cada recaída da psicose é seguida por uma deterioração adicional do funcionamento básico do paciente. O curso clássico da esquizofrenia consiste de exacerbações e remissões. A principal distinção entre a esquizofrenia e os transtornos do humor é o fracasso do paciente esquizofrênico em voltar ao funcionamento básico após cada recaída. Às vezes, uma depressão pós-psicótica clinicamente observável segue-se a um episódio psicótico, e a vulnerabilidade do paciente esquizofrênico ao estresse é geralmente vitalícia. Os sintomas positivos tendem  a tornar-se menos severos com o tempo, mas os sintomas negativos ou déficits socialmente debilitantes podem agravar-se. Embora cerca de um terço dos pacientes esquizofrênicos tem a vida social razoavelmente integrada, a vida da maioria caracteriza-se por falta de objetivos, desabrigo e pobreza.

Prognóstico: Diversos estudos constataram que, ao longo de um período de 5 a 10 anos, após a primeira hospitalização psiquiátrica por esquizofrenia, apenas 10 a 20%  dos pacientes podem ser descritos como tendo boa evolução. Mais de 50% dos pacientes podem ser descritos como tendo evolução desfavorável, com repetidas hospitalizações, exacerbações, episódios de transtorno afetivo maior e tentativas de suicídio. Apesar desses números desanimadores, a esquizofrenia nem sempre apresenta um curso deteriorante, e diversos fatores têm sido associados com um bom prognóstico.
      Os índices de recuperação relatados na literatura variam de 10 a 60%, e uma estimativa razoável é de que 20 a 30% dos pacientes esquizofrênicos sejam capazes de levar uma vida razoavelmente normal. Cerca de 20 a 30% de todos os pacientes esquizofrênicos continuam experimentando sintomas moderados, e 40 a 60% continuam significativamente prejudicados por seu transtorno durante toda a vida. Os pacientes esquizofrênicos  saem-se bem pior do que os pacientes com transtorno de humor, embora 20 a 25% dos pacientes  com transtorno de humor também se mostrem severamente perturbados no seguimento a longo prazo.


4-      Subtipos da esquizofrenia : Paranóide – Desorganizada ou Hebefrenica – Catatônica – Residual.

R.: Esquizofrenia Paranóide -  Os sintomas dominantes na  esquizofrenia paranóide  são delírios de perseguição e grandiosidade que dominam a atenção do paciente. Ilusões de perseguição podem ser vívidas e bizarras. No entanto, tais pacientes não apresentam desorganização de pensamento ou comportamento, mostram  menos regressão de suas faculdades mentais, das respostas emocionais e do comportamento que os outros tipos  de pacientes esquizofrênicos. Além dos seus delírios, eles seguidamente comportam-se de modo bastante normal, ou seja, às vezes, comportam-se bastante bem, socialmente. A inteligência em áreas não – invadidas pelos delírios podem permanecer intactas.  É provável  que devido às suas preocupações sobre perseguições e sua necessidade de defender seu elevado autoconceito, tais indivíduos tendem a ser ansiosos, argumentativos e às vezes violentos quando confrontados. Os pacientes esquizofrênicos paranóides geralmente são mais velhos  que os pacientes  esquizofrênicos catatônicos ou desorganizados quando tem o primeiro episódio da doença. Os pacientes que estiverem bem até a casa dos 20 ou 30 anos geralmente estabelecem uma vida social  que pode ajudá-los durante a doença. Além disso, os recursos egóicos dos pacientes paranóides tendem a ser maiores do que os pacientes catatônicos ou desorganizados.

Esquizofrenia desorganizada ou hebefrênica – Os pacientes com este tipo de esquizofrenia apresentam o maior grau de desorganização psicológica. Eles são freqüentemente incoerentes, apresentam humor embotado, comportamento insensato, inapropriado ou “tolo”, são socialmente retraídos e apresentam estranhezas comportamentais tais como trejeitos faciais e maneirismo incomum. No entanto, não apresentam um conjunto sistematizado de delírios e, assim, não há nenhuma estrutura compreensível para o seu padrão  de sintomas. O início dá-se  geralmente cedo, antes dos 25 anos. Os pacientes desorganizados geralmente são ativos, mas de um modo desprovido de propósito, não construtivo. Há um  pronunciado transtorno do pensamento e o contato com a realidade é pobre. A aparência pessoal e o comportamento social estão dilapidados. As respostas emocionais são inadequadas e o indivíduo, freqüentemente, pôe-se a gargalhar sem qualquer razão aparente. Risos incongruentes   são comuns neste tipo de paciente. Eles fazem poses, gestos e caretas. Freqüentemente passam horas conversando  alto consigo mesmos ou com companheiros imaginários. Tendem a ser incoerentes, provavelmente porque são muitos confusos. Os pacientes desorganizados raras vezes são orientados precisamente para informações básicas como:  - quem, o que, onde, quando, como e por quê. Da mesma forma, as alucinações e ilusões são desconexas e inacreditáveis.
     
Diálogo a seguir ilustra alguns desses traços:

Dr.: Quando você veio aqui?

Paciente: Em 1416. Você lembra, doutor (risada tola)

Dr.: Você sabe por que você está aqui?

Paciente: Bem, em 1951 me transformei em dois homens. O presidente Truman foi juiz em meu tribunal. Fui condenado e enforcado (risada tola). Meu irmão e eu recebemos nossos corpos normais 5 anos atrás. Sou uma policial. Tenho ditafone escondido em minha pessoa.

Dr.: Você pode me dizer o nome deste lugar?

Paciente: Não fui bêbado por 16 anos. Estou descansado mentalmente depois de uma atribuição de “dirigir carrinhos” ou “penas”...

Esquizofrenia Catatônica -  A esquizofrenia catatônica caracteriza-se por um distúrbio psicomotor. Na forma clássica, o paciente catatônico é estuporado e apresenta o que é denominado CATAPLEXIA  (flexibilidade cérea). Os pacientes com este padrão de sintomas são como estátuas de cera no sentido que são em geral mudos e quando colocados em uma posição determinada eles permanecerão assim por longos períodos de tempo. Certo paciente era tão imóvel que sequer piscava seus olhos e eles tinham que ser fechados com fita adesiva  própria para que a superfície não secasse e fosse prejudicada. Em contraste, alguns pacientes apresentam um elevado nível de atividade motora envolvendo comportamento frenéticos, excitados, hiperativos, loquacidade e, ocasionalmente, violência, e ainda outros podem vacilar entre o estupor e a excitação. Embora a esquizofrenia catatônica fosse aparentemente bastante comum há várias décadas, os indivíduos com este transtorno agora são muito raros. A razão para o declínio na catatonia não está clara, mas pode ser que estes tipos de sintomas sejam particularmente passíveis de melhora com as medicações que se encontram disponíveis atualmente

Esquizofrenia Residual – Os indivíduos diagnosticados com esquizofrenia residual tiveram pelo menos um episódio esquizofrênico no passado e presentemente apresentam alguns sinais de esquizofrenia, como emoções embotadas, retração social, comportamento excêntrico, pensamento ilógicos , respostas emocionais inapropriadas e leve afrouxamento das associações, mas tais sintomas são geralmente abafados. Ademais, sintomas como alucinações e delírios são infreqüentes ou vagos. Embora os indivíduos com este padrão sejam identificados como apresentando um tipo particular de esquizofrenia, em muitos casos parece mais provável que eles apenas estejam na fase residual do transtorno geral. Grande parte da população esquizofrênica enquadra-se nesta descrição.

5-      Sintomas positivos e negativos
R.: Os sintomas positivos incluem alucinações, delírios, distúrbios de pensamento e comportamentos bizarros. Estes são denominados sintomas positivos por serem sintomas ativos ou floridos. Em contraste, os sintomas negativos incluem humor deprimido, pobreza de fala, incapacidade de experimentar sentimentos positivos e apatia. Estes são chamados sintomas negativos porque refletem defeitos ou carências. Um outro modo de distinguir entre os tipos é que os sintomas positivos são comportamentos não usualmente encontrados nos indivíduos normais, enquanto os sintomas negativos são a ausência de comportamento encontrados em indivíduos normais.
      Há fortes correlações entre os sintomas positivos e há fortes correlações entre os sintomas negativos, mas os sintomas positivos não estão correlacionados aos negativos (Lenzenweger et al.,1989: McGlashan & Fenton, 1992). Isto sugere que os sintomas positivos têm uma causa comum e que os negativos também têm uma causa comum, mas os dois tipos de sintomas comuns têm causas diferentes. Isto é consistente com a noção já sugerida  de que a esquizofrenia provavelmente consiste em dois ou mais transtornos separados. Alguns pacientes podem ter tanto sintomas positivos como negativos, deste modo sugerindo que seu transtorno origina-se de mais de uma causa subjacente.

 Sintomas positivos:

Alucinações:
Auditivas, vozes que tecem comentários, vozes que conversam, somáticas-táteis, olfativas, visuais.

Delírios:
Persecutórios, ciúmes, culpa,pecado, grandiosos, religiosos, somáticos, delírios de referência, delírios de ser controlados, delírios de leitura da mente, irradiação de pensamentos, inserção de pensamentos, extração de pensamentos.

Comportamento bizarro:
Vestuário, aparência, comportamento social, comportamento sexual,comportamento agressivo e agitado, comportamento repetitivo e estereotipado.

Distúrbio positivo da forma do pensamento:
Descarrilamento, tangencialidade, incoerência, ilogicidade, circunstancialidade, pressão da fala, fala distraída, reverbaração.

Sintoma negativos:

Embotamento afetivo:
Expressão facial inalterável, movimentos espontâneos diminuídos, escassez de gestos expressivos, fraco contato visual, ausência de respostas afetivas, afeto inadequado, ausência de modulação vocal.

Alogia:
Pobreza da fala, pobreza de conteúdo da fala, bloqueio, latência de resposta aumentada.

Avolição-apatia;
Vestimentas e higiene, falta de persistência no trabalho e na escola, anergia física

Anedonia-Associalidade:
Interesse e atividades recreacionais, interesse e atividade sexual, intimidade, relacionamento com amigos e companheiros.

Atenção:
Falta de atenção social, falta de atenção durante o teste.  


Por

Rita de Cássia Moreira Menezes Mussuri


O QUE TOCA À/A PSICOLOGIA ESCOLAR

Maria Cristina Machado Kupfer

Como todo jovem que se preza, a Psicologia Escolar não cansa de perguntar por sua própria identidade. O coro dos estudantes, profissionais e teóricos dessa área/ária vem repetindo de modo exaustivo e monocórdico uma só frase musical. Cantam em uníssono: "qual é o papel do psicólogo escolar?".
Nos tempos da sua infância, a melodia era outra. Provinha da certeza de seus praticantes de que a Psicologia Escolar tinha assegurado o seu lugar no mundo da Educação. Jubilosamente, festejavam a imagem recém-construída, tomada porém de empréstimo às ideologias que nela queriam ver uma prática ortopédica, corretiva das ações dos professores sobre as crianças. Mais que isso, pediam que confirmasse a máxima liberal segundo a qual'as diferenças não provêm da desigualdade de oportunidades e sim das diferenças individuais. Assim, buscando ir ao encontro daquilo que seus criadores dela esperavam, a Psicologia Escolar elegia o objeto sobre o qual iria concentrar seus esforços: os problemas de aprendizagem das crianças.
Durante algum tempo, então, foi necessário que a Psicologia Escolar se alienasse nessa imagem que ela própria não construíra, mas que lhe conferia uma identidade e uma existência.
Para os psicólogos orientados por essa perspectiva, foi conferido um lugar concreto na escola, dentro do qual podia exercitar suas funções. Não se tratava nem de sala de aula, nem do pátio de recreação, nem das dependências administrativas. Era apenas uma sala de atendimento, um espaço em que podia aplicar testes. Um espaço à margem: caso fosse eliminado, em nada mudaria a configuração geral da escola. Se instalado a uma distância de dois quarteirões, seu trabalho poderia prosseguir sem prejuízos. Sua voz não fazia coro com as demais vozes da escola.
No entanto, o psicólogo entrou na escola. E lá dentro, não podia deixar de ouvir as vozes da escola. Tinha agora ao seu alcance novos dispositivos teóricos de leitura da realidade escolar e de seus problemas. Sabia, por exemplo, do peso dos determinantes  sociais sobre os problemas de aprendizagem. Dispunha das leituras estruturais, segundo as quais há uma relação de determinação recíproca entre os elementos de uma instituição. Ou seja, não seria jamais possível estudar uma criança sem levar em conta as peculiares relações com seus professores e pais, por exemplo.
Diante dessa mudança de visão, o psicólogo passou então a enfrentar dois problemas: o da demanda e o da técnica. Em primeiro lugar, como participar mais ativamente da vida da escola, se só o que lhe pediam era que testasse, discriminasse e "expulsasse" as crianças indesejáveis? E, caso uma brecha lhe fosse aberta, com que instrumentos iria trabalhar, se essas teorias mais recentes ajudavam a entender, mas pouco diziam sobre como intervir na realidade escolar?' A ética que o orientava era agora a ética da transformação social, mas não tinha idéia de corno promovê-la com os poucos instrumentos que a Psicologia lhe havia fornecido. Estamos agora naquele momento em que o pré-adolescente cresceu, mas não interiorizou ainda seu novo tamanho, e vive esbarrando pelos cantos. Sua voz oscila freqüentemente de um registro grave para um agudo, o que decididamente não facilita a sua participação no coro da escola! Ou seja, ora aceita seu antigo lugar de psicometrista, ora deseja participar de uma reunião de professores. De modo canhestro, opina, aponta erros, critica o modo "pouco afetivo" de alguns professores, "interpreta-os". Quer agora ocupar o lugar do maestro do coro... A escola se fecha, o trabalho do psicólogo escolar sofre uma retração.
Onde encontrar teorias psicológicas que viessem a orientar uma intervenção nas escolas ao mesmo tempo que levassem em conta a análise da realidade social? Que Psicologia poderia propor uma intervenção "não-alienante"?
Na busca das respostas a essas perguntas, o psicólogo acabou por "topar" com a Psicanálise. Não que ela já não estivesse de alguma forma presente. Estava, sim, exercendo influências, sobretudo na Psicologia Clínica, e de modo impreciso quando se falava, por exemplo, em projeção, em identidade, em "desenvolvimento afetivo". Mas agora se tratava de ir beber diretamente da fonte, ir em busca da teoria psicanalítica da "personalidade".


1 Justiça seja feita ao movimento institucionalista e à proposta dos grupos operativos de Bleger. Tais idéias não chegaram, no entanto, a se constituir em um prática efetiva junto aos psicólogos escolares em nosso meio.

De início, as perspectivas pareciam muito promissoras. Tudo levava a crer que a ética da Psicanálise não casava bem com a idéia de adaptação do indivíduo à realidade social, pois seus compromissos eram com outras coisas; com o “desejo”, por exemplo, muito embora não se pudesse entender exatamente do que se tratava quando se falava em desejo. A Psicanálise era vista como uma prática não ideológica, e o que se pretendia, com a Psicanálise, era transformá-la em um auxiliar na luta pela transformação social: um homem mais equilibrado teria mais condições de lutar por ela.
No entanto, as principais barreiras contra um casamento da Educação com a Psicanálise foram levantadas pela própria Psicanálise. No início de sua obra, Freud acreditava que uma educação psicanaliticamente orientada podia ter um valor profilático, porque evitaria excessos repressivos e conseqüentemente a instalação das neuroses. No final, porém, essa crença havia sido desmontada: faça o que fizer um educador, não haverá como evitar a castração, o recalque e a neurose. Além disso, a sexualidade, o inconsciente e a morte, temas que constituem a seara da Psicanálise, precisam ser cuidadosamente evitados pelo educador. A Psicanálise e a Educação assentam-se em terrenos opostos, não podem auxiliar-se mutuamente. Devido à antinomia entre essas duas práticas, não é possível transformar o professor em um psicanalista, nem criar um método pedagógico inspirado na Psicanálise (Millot, 1987).
Mais cio que isso, o encontro da Psicanálise com a Educação e com o psicólogo interessado em intervir de modo “não-alienado” na instituição escolar criou ainda um outro impasse: as explicações dadas pela Psicanálise a respeito das origens dos problemas das pessoas parece não coincidir nem um pouco com as explicações que colocam um grande peso sobre os determinantes sociais.
Em busca de um esclarecimento a respeito desse aparente choque de opiniões, o psicólogo encontrou uma explicação que lhe pareceu satisfatória: se a Psicanálise não se importa com os determinantes sociais, é porque ela está operando com o sujeito do inconsciente, e não com o eu do sujeito.
O eu é constituído por identificações, e se molda a papéis sociais, se encaixa em tipos psicológicos, varia com as condições históricas. Para a Psicanálise, todo trabalho psicológico, seja ele realizado em uma psicoterapia individual, seja ele em uma instituição, tem como alvo esse eu, e não o sujeito do inconsciente. Mas é preciso não esquecer que esse eu não se confunde com o eu do cogito, da consciência. Ele possui partes inconscientes, e é basicamente uma instância de defesa, o que o toma “cego”.
Longe de haver, nessa formulação, um menosprezo pelo trabalho sobre o eu, o que a Psicanálise faz, ao afirmar essa distinção, é colocar com rigor um divisor de águas. A doença mental, por exemplo, é do âmbito do sujeito do inconsciente, e precisa ser tratada como tal; os problemas de aprendizagem são na sua maioria problemas no funcionamento egóico, e, portanto amplamente determinados pelas relações vividas pelas crianças no interior da instituição escolar.
A Psicanálise coloca, portanto, limites claros a respeito das possibilidades de uso dessa teoria fora dos consultórios: não pode auxiliar diretamente um professor, a não ser que esse professor se analise, não pode criar métodos pedagógicos inspirados por ela, e não tem os mesmos objetivos de qualquer trabalho institucional.
Levando em conta todas as restrições que a Psicanálise coloca, e admitindo que o trabalho do psicólogo em uma instituição escolar se dirija principalmente ao eu, poderia a Psicanálise contribuir para a leitura das instituições, para a definição de objetivos e para a criação de “técnicas” de trabalho psicológico em uma escola?

O “espaço psi” na escola

Modernamente, existem teorias que podem ajudar a responder afirmativamente a essa questão.
Será preciso ter em mente que a Psicanálise que vai nos ajudar não é a Psicanálise que se preocupa em descrever fases psicossexuais do desenvolvimento (oral, anal etc.), nem é aquela interessada em apontar constantemente desígnios e motivações inconscientes para os comportamentos humanos – essas formas de Psicanálise não são, aliás. Freudianas (Japiassu, 1982). A partir do ensino de Jacques Lacan. Psicanalista francês, alguns parâmetros passam a dirigir de modo mais preciso o trabalho do analista. O discurso – e não o comportamento – é o alvo da análise, e urna vez que o inconsciente se estrutura como uma linguagem, o analista estará operando com as leis de funcionamento da linguagem, e extraindo delas a eficácia de sua ação.
Dito de outro modo, para essa Psicanálise a linguagem é condição do inconsciente, assim como é condição da Ciência, assim como é condição, fundamento, de toda construção cultural. Condição, portanto. Da construção das instituições humanas, e entre elas, a escola.
Transportando esses princípios para o âmbito de um trabalho institucional interessado em adotá-los, admitir-se-á então que toda instituição está estruturada como urna linguagem. Se assim é estará sujeita às leis de funcionamento da linguagem.
Se as instituições seguem essas regras, também podemos ler os discursos que ali se desenrolam da mesma maneira como se lê o discurso de um sujeito em análise. Embora não estejamos psicanalisando as pessoas da instituição, estaremos aplicando as regras de funcionamento da linguagem à instituição como um todo.
Os discursos institucionais tendem a produzir repetições. Mesmice, na tentativa de preservar o igual e garantir sua permanência. Contra isso, emergem vez por outra falas de sujeitos, que buscam operar rachaduras no que está cristalizado. É exatamente como “auxiliar de produção” de tais emergências que um psicólogo pode encontrar seu lugar: eis o que pode propor unia Psicologia na escola que opere com parâmetros da Psicanálise.
O que poderá acontecer quando uma instituição estiver toda voltada para a repetição, para o igual? Pois bem, quando houver apenas repetições, quando houver apenas discursos cristalizados, os sujeitos não mais poderão manifestar-se. Não falarão, não poderão “oxigenar-se”, ou seja, não poderão beneficiar-se dos efeitos de verdade e de transformação que surgem quando há espaço para emergências ou falas singulares. Nesses casos, o resultado poderá ser a impossibilidade de criação de novos discursos, mais flexíveis e acompanhadores das mudanças. O passo seguinte é a fixação das crianças em estereotipias, em modelos que lhes são pré-fixados; vem a inibição intelectual, o fracasso escolar. Para os demais grupos da instituição escolar onde não houver circulação discursiva, o resultado será a falta de oxigenação e a conseqüente necrose do tecido social. A falta de circulação discursiva é o início do fim de uma instituição, já que, não podendo jamais ficar parada, não lhe sobrará outra alternativa a não ser recuar, e iniciar a sua atrofia. Independentemente dos alvos a que se propõe essa instituição, eles não serão atingidos.
De modo contrário, quando há circulação de discursos, as pessoas podem se implicar em seu fazer, podem participar dele ativamente, podem se responsabilizar por aquilo que fazem ou dizem. Mudam ativamente os discursos, assim como são por eles mudadas, de modo permanente.
Um psicólogo munido dessa leitura poderá então propor-se a criar condições para a produção de tais mudanças.
Note-se ainda uma outra conseqüência do fato de encarar a instituição como linguagem. As modificações sofridas por um grupo podem provocar modificações em outros grupos da instituição, sem que esses outros tenham sido tocados ou mencionados, já que a instituição está sendo encarada como uma rede de relações interligadas e em constante movimento, na qual a mudança de um elemento provocará necessariamente uma alteração de posição nos demais. Isso é uma decorrência do fato de ela ser encarada como uma linguagem. Se há mudanças em um grupo de professores, essas mudanças poderão “transbordar” para o grupo de crianças, sem que tenham sido dados conselhos, orientações, ou sem que os professores tenham tido “consciência” da necessidade dessa mudança. Simplesmente o ângulo de visão passa a ser outro, e o que se vê é outra coisa.
Um psicólogo que faça, por exemplo, um grupo de professores tendo como referência essa “leitura” institucional, de modo amplo, e do grupo, em seu funcionamento interior, estará operando com princípios da Psicanálise, sem, contudo estar psicanalisando ninguém.
Assim, acredita-se que um psicólogo possa, atualmente, pedir à Psicanálise que lhe forneça alguns princípios orientadores da construção de um espaço de trabalho dentro da escola.

Parâmetros do espaço psi

O espaço psi, definido por parâmetros tomados de empréstimo à Psicanálise, pode ser assim caracterizado:
1. O objetivo do trabalho do psicólogo na escola é o de abrir um espaço para a circulação de discursos, naquelas instituições em que a ausência dessa circulação estiver comprometendo a realização dos objetivos institucionais.
2. Um psicólogo estará “autorizado” a intervir em uma instituição quando estiver criada a transferência, seu principal instrumento de trabalho, da qual extrairá seu poder de ação, e com a qual poderá criar o espaço psi na escola.
3. Diante da demanda da escola, o psicólogo não a atenderá, nem a recusará, mas a “escutará” (entendendo-se “escuta” em seu sentido psicanalítico).
4. O trabalho do psicólogo se movimentará na intersecção entre a Psicologia e a Pedagogia.
5. A ética que o orienta pode ser assim enunciada: um coordenador dirige os trabalhos, mas não dirige as pessoas 2. Cada um deverá responsabilizar-se por aquilo que diz, condição para a eficácia da direção dos trabalhos. Disso se deduz ainda que o psicólogo não participa da definição ou da transformação dos objetivos daquela instituição, pois não faz uso político do poder que lhe confere a transferência. Usa-a apenas para produzir efeitos de verdade nos participantes dos grupos, e para ajudar na reorganização das condições de “oxigenação” daquele organismo.

Tais princípios requerem uma explicação sobre seus fundamentos na Psicanálise. Seguem-se algumas delas.

A escuta

A palavra recolocada em circulação é o alvo. Para isso, seria necessário apontar, mostrar, interpretar os sujeitos nos grupos, mostrando aquilo que só o psicólogo pode escutar? Isto não seria tirar proveito das leis de funcionamento da linguagem, e sim das leis de funcionamento do poder da sugestão. Estaríamos tirando proveito do pedido dirigido ao psicólogo para que ele faça pela instituição. Há transferência de poder da instituição para as mãos do psicólogo, mas ele não deve usá-lo efetivamente, se quiser ser fiel aos princípios da Psicanálise.
Usando seu conhecimento sobre o funcionamento da linguagem, será necessário supor que só a palavra proferida pelo sujeito pode ser por ele ouvida. No entanto, ele precisa dirigir sua fala a alguém para que esta retome e ele a ouça. Não se ouve se não usar esse recurso 3. Portanto, o psicólogo estará em posição de escuta ativa. Para que esses efeitos se produzam, é preciso, em primeiro lugar, que o psicólogo tenha sido colocado pelo falante em posição privilegiada. O falante precisa autorizá-lo a ser seu escutante. Essa autorização é “assegurada” pela transferência de que o psicólogo será alvo. Em seguida, será necessário proferir um “escuto”, para demonstrar essa sua disposição, para oferecer-se nessa posição específica e não em qualquer outra. Ao contrário, caso atenda ao pedido proferido na superfície, é possível que se feche a possibilidade de aquele pedido ter suas “verdadeiras” raízes escutadas.
Em conseqüência, um psicólogo não aceitará a demanda da instituição, e tampouco se recusará a aceitá-la. Só poderá escutá-la se quiser que os sujeitos nela envolvidos venham a saber efetivamente o que está em jogo, o que querem, do que precisam, e por que não podem formular tudo isso.

O espaço criado pela transferência

O trabalho do psicólogo cria na escola um espaço que não existe concretamente, que não é nem a sala de aula, nem a sala da diretora. Nem o pátio de recreio. Trata-se de um espaço montado, de um recorte a partir de todos os espaços da escola. E um novo espaço que se cria quando se entra na escola.
Como montar esse espaço na escola? E por que ele não pode coincidir com os já existentes?
A partir do momento em que um psicólogo se dispõe a ouvir a demanda de trabalho psicológico feita por uma  escola, já se inicia o desenho desse espaço. A escola autoriza o psicólogo a ocupar um determinado lugar, e essa autorização indica o estabelecimento de uma transferência.


2. Paráfrase de um dito de Lacan: “o analista dirige o tratamento, mas não dirige o sujeito”.
3. Eis um trecho de O homem do mão seca, de Adélia Prado, que ilustra muito bem o valor da escuta cio uma análise: “Por que peso de Corcovado e não de Pão de Açúcar? Perguntou-me o doutor, inábil. Recusando meu primeiro discurso. Tomando meu desenfeite orgulhoso por despojamento. Tinha mau sorriso. Não confiaria àquele homem afoito a dor da minha alma. (...) O segundo doutor ouviu-me a um ponto que eu mesma ouvi-me. Eu gostava da minha voz narrando, da tez, do sorriso obsceno, da estatura anã dos monstrinhos que permitia passear entre a estante è a poltrona de couro da sala, o doutor balançando a cabeça sem me criticar. Falei de novo ‘peso de Corcovado’, ficou impassível escutando, era bom falar, chamar á luz do dia a população das trevas, meu desassossego”. São Paulo, Siciliano, 994. pp. 87-88.

Sendo ele o alvo da transferência, é a ele que serão dirigidos os discursos, e essa e a condição para que ele possa lê-los. Um psicólogo pode saber sobre a relação que um sujeito estabelece com ele porque ele mesmo é o alvo. Mas não há como saber como é a relação de um professor com seu aluno. Mesmo indo observá-la em sala de aula, ou ainda que o professor a relate, estaríamos apenas vendo comportamentos, com um risco enorme de erros de interpretação. Só poderemos intervir sobre as relações transferenciais de que formos alvo, daí a necessidade de criar instâncias especiais de trabalho, sem a interferência de outras tarefas ou de outras figuras de autoridade presentes.
Após ser configurada pelo estabelecimento da transferência, prossegue a montagem desse espaço quando o psicólogo cria enquadres mais ou menos fixos para acionar seu ‘’eu escuto”: monta grupos, marca reuniões. Ao fazê-lo, põe a palavra em circulação. Falam os professores no grupo, falam as crianças em outro, falam os pais na reunião. As alternâncias de falas, as relações que o psicólogo estabelece entre elas, vão “desenhando”, dando contornos a esse espaço. A transferência de que se é suporte e as falas encadeadas montam o campo psi em que circulará o psicólogo 4.


Entre a Pedagogia e a Psicologia

O espaço psi se define, em termos de “conteúdos”, a partir da intersecção entre o pedagógico e o psicológico. Ou seja, há aspectos do pedagógico que caem fora do seu âmbito, assim corno há aspectos do psicológico que também não devem ser abordados. Se uma professora, por exemplo, põe-se a falar da infância, será preciso pensar a intersecção dessa história com a questão dela enquanto professora ali. O trabalho dirige a discussão para esse espaço de intersecção, e despreza os aspectos mais propriamente psicanalíticos do discurso daquela professora. Ao fazer isso, haverá também aspectos do pedagógico que cairão fora: técnicas de alfabetização etc. Do âmbito institucional, ficarão dentro do espaço psi aqueles aspectos que dizem respeito, por exemplo, ao especial modo como as crianças e os professores vivem e filtram para si as relações de poder, e ficarão fora as ações concretas que buscam modificar tais relações.
A justificativa disso advém do âmbito possível de qualquer trabalho com a subjetividade psicanaliticamente orientado, mas realizado fora do enquadre do consultório: o âmbito será o do eu do sujeito, e portanto o das identificações, o dos papéis socialmente definidos. Em uma palavra, o do imaginário. O que está em jogo é o modo como aqueles professores imaginam seu papel, e quais os discursos em torno desse papel que impedem seu exercício eficaz, muito mais que a verdade última daquele sujeito do inconsciente que “habita” um professor.
O psicólogo voltou agora, como no início, a não fazer parte do coro da escola. Tampouco é seu maestro, nem o compositor da melodia que entoam. Resta-lhe então o lugar do ouvinte, lugar difícil de manter. Mas não é pelo fato de haver um ouvinte que se justifica toda a mobilização de um coro? Não é por ele que trabalham, que se orientam? Se o psicólogo puder se manter nesse lugar, e se puder reproduzir em uma escola os efeitos que um.ouvinte causa a um coro, não terá trabalhado para “consertar” uma esco1a, mas para ser um dos agentes na produção de uma instituição bem “concertada”!

BIBLIOGRAFIA

JAPIASSU. H. Indrodução à Epistemologia da Psicologia. Rio de Janeiro, lmago. 1982.

MILLOT, C. Freud anti-pedagogo. Rio de Janeiro, Zahar, 1987.

SOUZA, H.R. “Institucionalismo: a perdição das instituições”. Temas IMESC, v.1, no.l, pp.l3-24, 1984.

MACHADO, Adriana Marcondes & PROENÇA, Marilene (orgs). Psicologia Escolar: Em busca de novos rumos. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004


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4. Para entender melhor a transferência, ver Miller, J.A., Percurso de Lacan. Rio de Janeiro, Zahar, 1987.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           




RESUMO
 A PESSOA DO TERAPEUTA NA RELAÇÃO PSICOTERÁPICA
 Por estarmos lidando com uma linguagem inexata, as palavras ditas por uma pessoa podem ser interpretadas por quem a ouve de formas diferentes mesmo que seu significado seja óbvio.
A Gestalt Terapia enfoca a relação entre pessoas e não a relação entre discursos, tendo assim um enfoque holístico além das palavras, ampliando assim a capacidade da pessoa em reconhecer a si mesmo em seu próprio processo de vida.
O sujeito pode ter vários olhares para um mesmo objeto, dependendo do contexto em que o objeto está inserido e, isso vai de contra ao olhar mecanicista que é um olhar objetivo que reduz as variáveis.
Não podemos ter um olhar objetivo já que o terapeuta em si já é uma variável, pois o mesmo também é uma pessoa inteira, com seus sentimentos, sua história, suas vivências, que muitas vezes precisam ainda ser fechadas. A totalidade do terapeuta não deixa de estar presente mesmo quando o mesmo acha que só terá um olhar objetivo e que só verá a parte objetiva.
Na Gestalt Terapia  o terapeuta não fica isento diante do cliente, colocando, assim uma relação interpessoal, isso gerou críticas à Gestalt Terapia
O terapeuta Gestaltista  se envolve na relação, pois não analisa e, sim participa do processo terapêutico considerando-se como uma força que atua no campo vivencial do cliente da mesma maneira que o cliente atua em suas vivências.
O terapeuta considera não só o que se passa com o cliente, mas considera o que se passa nos três tipos de relação que estabelece:

1)      Relação do terapeuta com ele mesmo;
2)      Relação do cliente com ele mesmo;
3)      Relação do terapeuta com o cliente

O encontro terapêutico vai além do observador/observado, existindo, assim a unidade “eu/tu”. O terapeuta não é um ser que apenas observa, ele faz parte da relação a medida em que é atingido por ela.
O terapeuta pode sofrer uma interferência em sua capacidade de escuta identificando em si o problema do cliente, identificando em si situações inacabadas, mas precisa haver uma quebra da maneira a qual estava acompanhando o processo não perdendo o contato com  que o cliente diz, assumindo, assim sua percepção
Um dos desafios pra o terapeuta gestáltico é saber lidar com as próprias dificuldades, com seus próprios limites e complitudes. Na medida em que o terapeuta pode se ver , lidar com suas próprias dificuldades, poderá enxergar melhor o que é seu e o que é do cliente, alcançando melhor eficácia na terapia.
            O momento terapêutico é uma relação de troca, tendo como foco o cliente e não o terapeuta, sendo assim, o que o terapeuta  percebe de seu e que não é pertinente no momento terapêutico deve deixar  em suspensão essa percepção  e voltar-se para o contexto do cliente, podendo em outro momento oportuno trazê-la de volta.
Pode ocorrer situação de dúvida em que o terapeuta não sabe se é algo somente dele mesmo ou se é algo pertinente à relação terapêutica do momento.
A atitude do terapeuta é clara, ele checa, consulta o cliente sobre o que ele está percebendo, o que está acontecendo, para juntos avaliarem melhor a situação.
É preciso compartilhar, pois há um ganho adicional nessa atitude deixando aberto um canal para que o cliente possa se expressar e tornar o processo terapêutico mais claro para ele mesmo; ou seja, a idéia é compartilhar para compreender e não para manipular “ficar n controle”. Ao envolver-se com o cliente, o terapeuta assume a sua própria humanidade, sua capacidade de reconhecer suas dores, seus conflitos, acontecem trocas reais. Através dessa exposição do terapeuta, o cliente percebe que se expor é algo possível e positivo para a relação, do encontro “eu/tu” e com as novas possibilidades de se relacionar com o mundo.

Por
Rita de Cássia Moreira Menezes Mussuri


RESUMO DO TEXTO: “A VIDA SEXUAL DOS SERES HUMANOS (HISTÉRICOS)


·         Primeiramente, aquilo que é sexual é algo impróprio, algo que não se deve falar;








·         Não é fácil delimitar aquilo que abrange o conceito de “sexual”. Se tomarem ato sexual como ponto central, talvez definissem como sexual tudo aquilo que busca o prazer e diz respeito ao corpo(em especial, os órgãos sexuais de uma pessoa do sexo oposto);

·         Quando reduzem o ato sexual como função de reprodução, correm o risco de excluir toda uma série de coisas que não visam à reprodução, mas certamente são sexuais, como por exemplo: a masturbação e até o mesmo, o beijo;

·         Porém existe um grupo de pessoas cuja “vida sexual” se desvia, de maneira mais surpreendente do que a habitual.  Com isso, são chamadas de “pervertidas”, pois riscaram de seu programa a diferença entre os sexos;

·         Tanto pessoas de sexos opostos como de sexos iguais, podem excitar seus desejos sexuais.  As pessoas de sexos iguais, chamadas de homossexuais ou invertidas, têm um elevado desenvolvimento intelectual e ético, porém são vítimas deste único desvio fatídico;

·         Através deste comportamento, surge um “terceiro sexo”, que tem o direito de se situar em pé de igualdade com os outros dois.  Esta classe de pervertidos se comporta em relação a seus objetos sexuais aproximadamente da mesma forma como as pessoas normais o fazem com os seus;

·         Nos homossexuais, o objeto sexual foi modificado, ou seja, renunciaram à união dos genitais e que substituem os genitais de um dos parceiros envolvidos no ato sexual por alguma outra parte ou região do corpo e assim, por exemplo: substituem a vulva pela boca ou pelo ânus). Neste mesmo grupo, existem os fetichistas, em que seus desejos se satisfazem com uma peça de roupa, um sapato, uma peça de roupa íntima etc.;

·         Mas há casos em que a finalidade sexual é que foi primariamente modificada, ou seja, este grupo é formado por pervertidos que transformaram em finalidade de seus desejos sexuais aquilo que normalmente constitui apenas um ato inicial ou preparatório.  São pessoas cujo desejo consiste em olhar outras pessoas, palpá-las ou espiá-las durante a execução de atos íntimos, ou pessoas que expõem partes do corpo que deveriam estar encobertas.  Existem também, os sádicos, cujas tendências carinhosas não têm outro fim senão o de causar sofrimento e tormento a seus objetos, indo desde a humilhação até as lesões físicas graves.  Em contrapartida, existem os masoquistas, cujo único prazer consiste em sofrer toda espécie de tormentos e humilhações de seu objeto amado, seja simbolicamente, seja na realidade;

·         Freud diz que temos de encarar neste assunto é um campo de fenômenos como qualquer outro.  Por isso, é necessário dar uma explicação teórica completa da maneira como essas perversões ocorrem e da sua conexão com aquilo que se descreve como sexualidade normal;

·         Para Freud, os sintomas neuróticos são substitutos da satisfação sexual, pois somente será válida se na “satisfação sexual” incluirmos a satisfação daquilo que se chama necessidades sexuais pervertidas.  Por exemplo, a reivindicação que fazem os homossexuais ou invertidos de serem uma exceção, desfaz-se imediatamente ao constatarmos que os impulsos homossexuais são encontrados invariavelmente em cada um dos neuróticos;

·         A neurose histérica pode produzir seus sintomas em qualquer sistema de órgãos e, assim, perturbar qualquer função, ou seja, manifestam-se todos os chamados impulsos pervertidos, que procuram substituir o órgão genital por algum outro órgão: estes órgãos, então, comportam-se como genitais substitutivos.  Os sintomas da histeria nos levam a considerar que os órgãos corporais, além do papel funcional que desempenham, são reconhecidos também como possuidores de uma significação sexual(erógena) e que a execução da primeira dessas tarefas é perturbada se a segunda fizer exigências demasiadas;

·         Outras formas desta neurose, as formas cismáticas, dizem respeito à sexualização de ações que comumente se efetuam como prévias com vistas à satisfação sexual – uma excessiva sexualização do querer olhar, tocar ou explorar.  Temos assim, a explicação da grande importância do temor de tocar e da obsessão de lavar-se.  Uma quantidade incrivelmente grande de atos obsessivos pode remontar à masturbação, da qual constituem repetições e modificações disfarçadas; sabe-se que a masturbação, embora sendo uma ação única e uniforme, acompanha as mais diversas formas do fantasiar sexual;

·         É possível adoecer de neurose em conseqüência de uma frustração da satisfação sexual normal. Entretanto, quando ocorre uma frustração real, a necessidade lança-se a métodos anormais de excitação sexual;

·         A investigação psicanalítica teve de ocupar-se também com a vida sexual das crianças, e isto porque as lembranças e associações emergentes durante a análise de sintomas adultos remetiam-se regularmente aos primeiros anos da infância.  Verificou-se que todas estas inclinações à perversão tinham suas raízes na infância, que as crianças têm uma predisposição a todas elas e põem-nas em execução numa medida correspondente à sua imaturidade.  Em suma, a sexualidade pervertida não é senão uma sexualidade infantil cindida em seus impulsos separados;

·         Quando Freud fez esta afirmação, a sociedade e os cientistas sentiram-se na obrigação de negar todo o assunto, pois o fato de que as crianças possuem aquilo que se pode descrever como vida sexual, a justeza de nossas observações e a explicação para o fato de encontrarmos tantas afinidades entre a conduta das crianças e aquilo que mais tarde é condenado como perversão.

·         Porém, Freud afirma também, que supor que as crianças não têm vida sexual – excitações e necessidades sexuais e alguma forma de satisfação – mas adquirem-na subitamente, entre os doze e os quatorze anos de idade, seria biologicamente tão improvável, e na verdade, tão sem sentido, como supor que viessem ao mundo desprovidas de genitais e que estes só aparecessem na época da puberdade.  O que de fato desperta nas crianças, nessa idade, é a função reprodutiva, que para seus fins, faz uso dos componentes físicos e mentais já anteriormente presentes;

·         Freud afirma ainda, que a sociedade e os cientistas cometem um erro ao confundir sexualidade com reprodução, e com isto estão bloqueando seu caminho para a compreensão da sexualidade, das perversões e das neuroses. Pois, principalmente a sociedade deve assumir como uma de suas mais importantes tarefas educadoras domar e restringir o instinto sexual quando este se dá como impulso à reprodução e sujeitá-lo a uma vontade individual que é idêntica à ordem da sociedade;

·         As experiências dos educadores os mostrou que a tarefa de docilizar a tendência sexual da nova geração só poderia ser efetuada se começassem a exercer sua influência muito cedo, se não esperassem pela tempestade da puberdade, mas interviessem logo na vida sexual das crianças, que é preparatória para a puberdade.  Por isso, todas as atividades sexuais foram proibidas às crianças e vistas com maus olhos; tornou a vida das crianças assexual e, no decorrer do tempo, as coisas chegaram ao ponto de as pessoas realmente acreditarem que as crianças sejam assexuais;

·         Freud nos apresenta o conceito de “libido”, que é o nome da força (no caso, a força do instinto sexual), pelo qual o instinto se manifesta;

·         Nas crianças, os primeiros impulsos da sexualidade têm seu aparecimento ligado a outras funções vitais.  Seu principal interesse, volta-se para a ingestão de alimentos;  quando as crianças adormecem, após se haverem saciado ao seio, mostram uma expressão de satisfação, que se repetirá, posteriormente na vida, após a experiência do orgasmo sexual;

·         Só podemos atribuir esta forma de prazer a uma das áreas da boca e dos lábios; a estas partes do corpo denominamos “zonas erógenas” e descrevemos como sexual o prazer derivado da sucção.  O ato do bebê sugar o seio materno é de longe o ato mais importante em sua vida.  E este sugar importa em fazer o seio materno o primeiro objeto do instinto sexual;

·         Com o passar do tempo, o bebê, em sua atividade de sucção, abandona este objeto e o substitui por uma parte do seu próprio corpo.  Começa a sugar o polegar ou a própria língua.  Assim, torna-se independente do consentimento do mundo externo, no que tange à obtenção de prazer e acrescenta a excitação de uma segunda área de seu corpo;

·         A sexualidade infantil surgiu ligada à satisfação das principais necessidades orgânicas e se comporta de maneira auto-erótica – isto é, procura seus objetos no próprio corpo da criança;

·         Os bebês defrontam-se com o mundo externo como força inibidora, hostil, ao seu desejo de prazer.  Por exemplo, um bebê não deve eliminar suas excreções em qualquer momento de sua escolha, e sim quando outras pessoas decidem que deve fazê-lo.  Para induzi-lo a renunciar a essas fontes de prazer, lhes é dito que tudo aquilo que se relaciona com essas funções é vergonhoso e deve ser mantido em segredo.  Não sente repugnância por suas fezes, valorizando-as como parte do seu próprio corpo, da qual não se separa facilmente, e usa-as como seu primeiro “presente” com que distingue as pessoas a quem preza de modo especial;

·         Portanto, a Psicanálise ampliou o conceito de sexual para compreender a vida sexual dos pervertidos e das crianças e desvincular o sentido de sexual apenas do sentido de reprodução. 



 Teorias Psicanalíticas II

 

Grupo 1

Relacionar os sintomas da neurose obsessiva e da histeria com o conceito de pulsão.

A relação dos sintomas da neurose obsessiva e da histeria será melhor compreendida após a definição de pulsão. Portanto pulsão é uma energia que sustenta a ação da neurose obsessiva e da histeria. Neurose obsessiva é a divisão entre o eu que reconhece o fato como absurdo e o eu que não consegue se desprender do pensamento, das ações, impulsos (compulsões). As ações são rituais obsessivos onde se tem um auto gasto de energia que para a lógica consciente não tem finalidade alguma.

Os sintomas histéricos são desencadeados a partir de um fato recalcado que aparentemente foi esquecido pelo consciente, porém fica presente no inconsciente, e a forma que ele encontra para se manifestar é no corpo. Tanto os sintomas da histeria quanto os sintomas da neurose obsessiva são as formas encontradas pela pulsão para conseguir satisfação.

A teoria pulsional tem como característica a bipolaridade, a luta entre uma força psíquica para trabalhar, a uma força constante. Essa força é a pulsão. Nos sintomas histéricos o corpo é tomado pela pulsão, o corpo serve não somente ao organismo, mas também a pulsão existe o sintoma, mas ele não é explicado organicamente, a sua causa esta no inconsciente.

Grupo 2
Definir as principais características da 1ª teoria pulsional.

A 1ª teoria da pulsão foi feita para explicar os sintomas da neurose e da histeria (1910).
A principal característica é a divisão psíquica que é a luta entre duas forças psíquicas, forças essas que põem o aparelho psíquico para trabalhar se mantendo constante com forte pressão. Entende-ser sobre essas forças como sendo a pulsão de auto-preservação ou do ego que consiste como sua fonte de energia, o interesse onde a satisfação se dá plenamente através da adaptação ao meio, harmonia do corpo, lógica da consciência, necessidades fisiológicas, preservação da vida, onde o objetivo externo é fruto da realidade objetiva que promove a satisfação plena.

Entende-ser pela outra força a pulsão sexual movida pela energia da libido oriunda do inconsciente onde a satisfação é sempre parcial, o objeto variável e tem que servir a fantasia do inconsciente. Reduz a tensão interna do aparelho psíquico onde a realidade é promovida através de uma mudança da percepção.
Sendo este conceito psicanalítico dinâmico, a luta entre esses “senhores” provoca, ao mesmo tempo, uma interação onde são favorecidas ou inibidas as características pulsionais em questão.

Questão 3
Definir a revisão na 1ª teoria pulsional. O relacionamento com a clínica.

Em 1910 Freud introduziu o conceito de teoria pulsional para explicar os fenômenos observados na clínica, como: delírio, neurose obsessiva e histeria. Essa teoria afirma que o ser humano é constituído de duas forças psíquicas: Pulsão do Ego e Pulsão Sexual.

Em 1914, com o surgimento de novos fenômenos da clínica como a megalomania, hipocondria, o estado do sono e a doença orgânica, Freud resolve fazer uma revisão dessa primeira teoria pulsional: com ela, ele chega a conclusão de que o ego é o objeto privilegiado da pulsão. A libido que encontramos ligados aos objetos e que é expressão do esforço para obter satisfação desses objetos, também pode deixar os objetos e colocar o próprio ego da pessoa no lugar deles, ao que Freud chamou de Narcisismo. Como o ego está super investido, o indivíduo negligência a realidade criando uma realidade psíquica.

Na megalomania ele se acha o “centro do universo”, é o delírio da auto referência.Na hipocondria há uma idéia de que seus órgãos estão alterados, sendo a realidade. No estado do sono o indivíduo desinveste do mundo externo e passa a investir em si mesmo. Na doença orgânica, há um investimento na dor. 






PSICOLOGIA HOSPITALAR.
POSSIBILIDADES DE TRABALHO NO HOSPITAL

SERVIÇOS DE PSICOLOGIA HOSPITALAR:

Setor Ambulatorial

Setor de Pronto Atendimento

Setor de Enfermaria

Setor de Unidades fechadas

Setor de Psicoterapia Breve

Setor de Pesquisa Psico-social

Setor de Cursos

Setor Ambulatorial:

Grupo de pré-consulta

Grupo psicoterapêutico

Atendimento psicológico individual

Interconsulta

Consulta conjunta

Apoio a família e/ou acompanhantes

Setor de Enfermaria:

Apoio psicológico individual

Atendimento de pré e pós intervenção cirúrgica

Grupos (informativo, operativo,...)

Atendimento a família

Trabalha as relações: médico/paciente; médico/família; médico/equipe

Setor de Pronto Atendimento:

Plantão Psicológico

Apoio psicológico individual ao paciente e/ou família

Setor de Psicoterapia Breve:

Atendimento clínico individual

Contrato: local, hora, duração, valor, regras.

Medicina x Psicologia Hospitalar

MEDICINA:

Lida com classes de indivíduo, patologia

Trata dos aspectos objetivos da doença

Vê o paciente sozinho

Coloca a pessoa no lugar de passivo e dependente – “paciente”

PSICOLOGIA HOSPITALAR:

Lida com o indivíduo particular

Trata dos aspectos simbólicos, subjetivos que a pessoa tem de sua doença

Entende que o paciente vem com a sua doença, sua família e com todas as implicações decorrentes desta intervenção em sua vida

Conscientiza a pessoa a sair do lugar de passivo, para o lugar de participante do processo de saúde-doença.

O HOSPITAL, O PACIENTE E O PSICÓLOGO


Questão principal:
  
Como o paciente e sua família estão vivendo esta internação?

O HOSPITAL

Do início de nossa colonização até o séc. XIX servia como ante-sala da morte.

Hoje é definido como lugar de assistência, pesquisa e ensino. A clientela tem novas necessidades e os médicos e a equipe novos interesses.

O HOSPITAL E O PACIENTE

DESPERSONALIZAÇÃO – Deixa de ter significado próprio para significar (diagnóstico).

Rotina hospitalar x individualidade( a vivência hospitalar é única assim como o adoecer)

Exames e conduta clínica invasiva

A vivência hospitalar pode gerar comportamentos diferentes de pessoa para pessoa

HOSPITALISMO – nome utilizados para as alterações do humor e do comportamento de pois de longo período de internação

Objetivo principal do psicólogo: MINIMIZAR O SOFRIMENTO NA HOSPITALIZAÇÃO

Trabalha o resgate da pessoa humana: Humanização no Hospital

Respeita o desejo do paciente – Abre espaço para questionamentos

Trabalha a relação médico-paciente

Interface entre paciente e família

(Registra em prontuário)

A atuação do Psicólogo no Hospital  Roteiro de atendimento


Registro: verificar prontuário/relatórios

Apresentação do Psicólogo – atendimento de rotina: eliminação de uma fonte de ansiedade

História da doença: como começou?, quando começou?, sua evolução, o que já fez (ou não) até o momento, como esta?

Doenças anteriores: quais?, sequelas?

Situação hospitalar atual: sentimentos relativos ao desconhecido/novo (local, outras pacientes, enfermeiras, médicos...)

Informação sobre a doença atual: sabe o que tem? por quê está ali? o que será feito? - identificação de dúvidas para posterior esclarecimento com o médico

Relação médico-paciente: anterior? atual? 


Expectativa quanto ao futuro: cirurgia? resultados de exames? ansiedade diante da espera, a volta para casa - relações familiares

Encaminhamento para alta: quando sairá? para onde irá? (relação/atenção da família), como e com quem irá embora? algo mudará quando chegar em casa?

Reflexão acerca da cirurgia/internação: houve alívio/elevação da tensão inicial? por que? dores? perdas? elaboração do que aconteceu - fechamento

Dúvidas sobre a cirurgia?: novamente identificação de dúvidas, reforço da importância de perguntar, esclarecer, informar-se sobre seu organismo/funcionamento

Expectativa ainda quanto a resultados de exames

Encaminhamento para serviços de psicoterapia

A Morte

A noção do morrer


O Morrer como a noção da finitude

O Morrer como o fim de algo

O morrer como inicio

A Morte como metáfora, estamos sempre morrendo ?

Quando a morte é encarada como a re-edição da angustia do nada – o não ser

A tentativa de explicar a morte

A tentativa de impedir a morte X a onipotência

A Morte e as feridas narcísicas

A Morte para a criança

Inicialmente a morte é o fenômeno do sono

Num segundo momento a morte é viva; é a função animista da morte

Finalmente como um fenômeno natural

A Morte no Hospital

Inicialmente precisamos falar das doenças :

Agudas onde o diagnóstico é o inicio do tratamento e do processo de cura

Das crônicas onde o diagnóstico é a passagem do normal para o anormal sem volta

A Doença Mortal

A comunicação¨você vai morrer .....

O Luto e as defesas diante do ¨vere-dito de morte

A busca pelo culpado na família

A trama familiar e a nova re-organização da trama familiar

O lugar do dito morto ( lugar do vazio) vivo

A Morte e a Equipe de Atendimento

A Morte anunciada e a não anunciada

O médico, a enfermagem e o psicólogo com a morte

O comunicar que morreu

A dor da perda; podemos atenua-la ?

O que fazer com o desespero diante da morte ?

Saídas para ¨Ler ¨a Morte

Tristeza

Luto

Melancolia

O Papel do Psicólogo


Trabalhando com grupos no hospital


TERAPIA - Interação entre seres: TERAPIA = therapeía


Termo muito abrangente: inclui diversos tipos de procedimentos.

Médicos e místico-religiosos;

recursos naturais;

 elemento comum a toda prática terapêutica: o cuidado

prática terapêutica: uma prática da interação

Grupos - onde tudo começa


O homem como ser gregário: formação dos grupo precede a linguagem e possibilita a sobrevivência.

Século XX - 1905: Pratt e as “classes coletivas”
- Utilização dos grupos como recurso terapêuticos;
- Resultados positivos;
- Modelo para criação de outros grupos (AA).
         Pratt foi o primeiro a utilizar de forma sistemática e intencional as emoções suscitadas nas interações ocorridas num espaço grupal para a obtenção de resultados terapêuticos (Osório, 2007).
         Bion - 1940: conceitos originais sobre a dinâmica grupal.
         Bion: duas forças interatuantes no campo grupal: grupo de de trabalho X grupo de supostos básicos.
         Grupo de trabalho: Opera no plano consciente e está voltado para a realização da tarefa.
         Grupo de supostos básicos: subjacente ao grupo de trabalho e em estado latente. Descreve o funcionamento mental inconsciente dos grupos humanos
         Dependência: O grupo se comporta como se estivesse à espera dos cuidados e da liderança de alguém.
         O terapeuta: onipotente, onisciente, salvador
         Desdobramentos: idealização, desidealização, ódio, vingança e substituição).
         Usualmente em relação ao terapeuta, às vezes em relação a outro membro.
         Luta e fuga: movimento de confronto ou de afastamento das lideranças emergentes no grupo.
         Risco de conflito ou evasão.
         Acasalamento:expectativa messiânica por algo ou alguém que ainda não chegou ao grupo e que será gerado pelo pareamento entre dois membros do grupo.
         Risco: formação de pares.

Histórico e evolução dos grupos

2ª Guerra mundial – contexto e realidade:

Grande demanda por atendimento e

Escassez de psiquiatras:

Utilização dos grupos em larga escala como ferramenta terapêutica.

Conceituação de Grupos

Partindo da noção de que

O homem é um ser gregário por natureza, que somente sobrevive e evolui a partir da formação de grupos;

Da maior utilização dos grupos como ferramenta terapêutica; e

Da contribuição de diversos autores, ocorre uma melhor conceituação quanto aos grupos e suas ferramentas.

- Macrogrupos X Microgrupos

- Agrupamento X Grupo

- Interesses comuns x Interesses em comum


Os microgrupos costumam reproduzir as características sócio-economicas-politicas e dinâmica psicológica dos grandes grupos.

Agrupamento: pessoas compartilhando um mesmo espaço.

Grupo:  transformação de “interesses comuns” para “interesses em comum”. Ex: pessoas em um congresso que se reúnem em uma mesma mesa de trabalho.

Características dos grupos

Nova entidade, leis e mecanismos próprios;

Membro reunidos, tarefa e interesses comuns;

Tamanho adequado à comunicação;

Enquadre;

O grupo se comporta como uma totalidade;

Duas forças simultâneas: coesão e desintegração;

A dinâmica grupal opera em dois planos: grupo de trabalho e grupo de supostos básicos;

Interação afetiva entre os membros, de formas variadas;

Distribuição hierárquica de papéis;

Formação do campo grupal, onde circulam fantasias, ansiedades, mecanismos defensivos, fenômenos transferenciais, etc.

Campo Grupal

Formado por múltiplos fenômenos e elementos do psiquismo:

Interação permanente e oscilatória entre o grupo de trabalho e grupo de supostos básicos;

Presença de pulsões, invejas, desejos, etc.

Ansiedade;

Mecanismos defensivos (membros e grupo);

Identificação;

Papéis;

Vínculos;

Ressonância;

Galeria de espelhos;

Se coeso e bem constituído, o grupo torna-se continente das angústias e necessidades de cada um e do grupo.

Aspectos técnicos - Planejamento

1º: determinar os objetivos do grupo

2º : como esses objetivos serão operacionalizados?
 Os fatores terapêuticos e a técnica adotada:

Avaliar: conhecimentos, experiências e equipamentos disponíveis

Estratégia: como utilizar esses elementos a fim de se obter os resultados esperados? A organização do grupo visando os fatores terapêuticos.

Definição do enquadre do grupo: conjunto de procedimentos e de regra que fundamentam a prática.

Técnicas: envolve a forma de grupo a ser criado (de apoio, informação, etc), o estilo e a “linha” do terapeuta e os recursos que serão utilizados.

A seleção dos membros do grupo.

A atmosfera grupal e sua relação com os aspectos pessoais do coordenador.


Por fim, o adequado manejo técnico do grupo envolve basicamente:

Conhecimentos (muito estudo e leitura);

Habilidades (treino e supervisão);

Atitudes (terapia/análise ajudam muito).



Aspectos Técnicos – o Enquadre

Objetivo

População: Homogêneo/heterogêneo

Critérios de seleção e desligamento

Coordenação: co-terapeuta?

Equipe de apoio?

Aberto/fechado

Duração: limitada ou ilimitada?

Número de membros: fixo?

Local

Periodicidade, duração dos encontros e regras quanto à faltas e atrasos

Estratégia psicoterápica: suporte, elaboração, psicoterápico, etc.

Atributos desejáveis para um coordenador de grupo

Gostar e acreditar no trabalho com grupos.

Amor às verdades: modelo de identificação.

Coerência.

Senso de ética: preservação do espaço mental individual.

Respeito:
    RE (de novo) ESPECTORE (olhar) = olhar de novo.

Paciência: ativa e baseada no respeito.

Continente: acolher, conter, compreender e  desintoxicar (Bion).

Capacidade negativa: conter suas próprias angústias de forma a trabalhar com elas produtivamente.

Função de ego auxiliar: pensar, discriminar e comunicar.

Traços caracterológicos: auto-conhecimento.

Modelo de identificação.

Empatia: EM (dentro) PATHOS (sofrimento)

Sintonia e integração: capacidade de extrair algo em comum das diversas comunicações do grupo, unificando-as e centralizando-as no objetivo do grupo. Capacidade de juntar os aspectos de cada um e de todos e poder integrar os opostos no grupo.

Classificação dos Grupos

Zimerman: de acordo com a finalidade:

 psicoterápicos (psicodrama, teoria sistêmica, cognitivo comportamental, psicanálise).

operativos (realização de tarefas)

Campos: de acordo com a técnica adotada:

 grupos de elaboração

 grupos de suporte

Grupos operativos:

de ensino e aprendizagem (de reflexão, Grupos Ballint);

Institucionais (escolas, empresas, etc);

Comunitários;

Terapêuticos: melhoria de alguma situação de patologia / sofrimento.

Grupos terapêuticos (Zimerman) objetivos e aplicabilidade

Basicamente são 6 tipos

  1. adictos;
  2. Cuidados primários de saúde;
  3. Reabilitação;
  4. Sobrevivência social (estigmatizados, homossexuais, deficientes...)
  5. Suporte (pacientes crônicos, terminais);
  6. Problemas sexuais e conjugais.

Grupos de Suporte

Suporte social: forma de relacionamento em que predominam as trocas afetivas, os cuidados mútuos e uma franca comunicação.


Os sistemas de suporte implicam em vínculos duradouros que contribuem significativamente para a integridade física e mental dos indivíduos.
Formação de uma rede solidária, gerando sentimentos de coesão e apoio, fornecendo subsídios para o enfrentamento da realidade e agindo como fator moderador de estresse.
Pesquisa com gestantes de Cobb 1976:
Incidência
 de eventos estressantes
            Suportes Sociais
                            
      alto                                baixo
alta
33%
91%
Baixa
39%
49%

Elementos necessários ao grupo de suporte:

Constância dos encontros;

Carinho;

Empatia/cuidado;

Comunicação franca.

Objetivo: reforço ou reestruturação do self
            Excelente recurso para pessoas doentes, estressadas ou que vivem situações de perda.

Grupos de Suporte - indicações

Excelente recurso para pessoas doentes, estressadas ou que vivem situações de perda.

Bom recurso terapêutico para pessoas pouco motivadas a investigar seus conflitos e pacientes com alto nível de ansiedade.

Também indicado às pessoas pouco suscetíveis a abordagem analítica e interpretativa, os que têm pouca capacidade reflexiva e introspectiva, e baixa tolerância às frustrações.

Pacientes somáticos: mais suscetíveis à abordagem.

Grupos de Suporte - objetivos

Reforço ou reestruturação do self.

Elevação da auto-estima e da confiança;

Maior conscientização do indivíduo sobre si mesmo e de sua relação com a doença.

Grupos de reabastecimento ou fortalecimento.

Grupos de Suporte - características

Homogêneo: a identificação

“As pessoas reunidas em torno de uma situação comum sentem-se imediatamente identificadas, unidas umas às outras, compartilhando das mesmas prescrições, recomendações e angústias” (Campos).


Enfoque na pessoa a partir da situação;

Propósito de falar e pensar a partir da situação;

Postura ativa do terapeuta;

Valorização do sintoma físico como fonte de atenção;

Relação coordenador-paciente trabalhando o objetivo (foco) do encontro;

Não valorização dos dados históricos referentes a doença;

Suporte ao paciente (auto-estima) e correlação vida-doença (conscientização).

Grupos de Suporte postura do coordenador

Reunir as pessoas em torno de alguma situação ou doença comum (grupo homogêneo e focal);

Ter postura ativa, apoiadora e acolhedora;

Estimular a fala dos pacientes (e a expressão dos sentimentos),

favorecendo a livre discussão;

Valorizar o aqui e agora;

Dar ênfase a compreensão e ao esclarecimento;

Manter atitude afetuosa, cuidadora e empática;

Estimular a pessoa a buscar recursos de enfrentamento mais amadurecidos;

Oferecer sua presença de modo regular e constante;

Estimular a comunicação e a interação da equipe que dá suporte, entre si e com as pessoas do grupo.

Modelo de identificação.

Grupos de Suporte fatores terapêuticos

Apoio dado pela equipe e pelo grupo por meio de relações afetuosas,

asseguradoras e empáticas mantidas entre todos;

Identificação e troca de experiências com os outros pacientes;

Espaço para a expressão de sentimentos (catarse);

Espaço para a troca de informações e  reflexão acerca da doença e dos fatores a ela relacionados;

Regularidade no atendimento

Suporte social    è   reforço do self.

O indivíduo adquire maior conscientização dos fatores que contribuem para sua doença, e força para abrir mão da somatização como forma de comunicação e enfrentamento da realidade.

Elevação da auto-estima e da auto-confiança.

Visão de mundo mais realista e otimista.

Aumento da vontade de se cuidar, e de viver bem.

   
RELAÇÃO DE FILMES DE ONCOLOGIA, TANATOLOGIA E RELACIONAMENTO
   
 ONCOLOGIA

·         A CURA
·         A ÚLTIMA CEIA
·         ANJOS DE VIDRO
·         ANJOS DO SOL
·         ANTES DE MORRER
·         ANTES DE PARTIR
·         AS CINCO PESSOAS QUE VOCÊ ENCONTRA NO CÉU
·         AS PONTES DE MADISON
·         AS ÚLTIMAS FÉRIAS DA MINHA VIDA
·         BELEZA AMERICANA
·         CAÇADOR DE PIPAS
·         COLCHA DE RETALHOS
·         CORRENTE DO BEM
·         DE PORTA EM PORTA
·         DE QUEM É A VIDA, AFINAL?
·         DEPOIS DA CHUVA
·         DIÁRIO DE UMA PAIXÃO
·         DISTANTES PARA SEMPRE
·         DOCE NOVEMBRO
·         DOUTORES DA ALEGRIA (DOCUMENTÁRIO)
·         EM BUSCA DA LUZ
·         EM BUSCA DA TERRA DO NUNCA
·         EM BUSCA DE UM MILAGRE
·         ENCONTRANDO FORRESTER
·         ENCONTRO MARCADO
·         ENSINA-ME A VIVER
·         ENTRE QUATRO PAREDES
·         E SE FOSSE VERDADE
·         EU E AS MULHERES
·         FALE COM ELA
·         FEITIÇO DO TEMPO
·         GOLPE DO DESTINO
·         IMERSÃO AZUL
·         INCONSCIENTE
·         INVASÕES BÁRBARAS
·         ÍRIS
·         K - PAX –
·         LADO A LADO
·         LINHA MORTAL
·         MANICA
·         MAR ADENTRO
·         MENINA DE OURO          
·         MEU PAI, UMA LIÇÃO DE VIDA.
·         MEU PRIMEIRO AMOR
·         MINHA VIDA          
·         MINHA VIDA SEM MIM
·         MINHAS VIDAS
·         MISTÉRIO DO PASSADO
·         MOMENTOS ESQUECIDOS
·         MORANGOS SILVESTRES         
·         NADA É PARA SEMPRE
·         O AMOR É CONTAGIOSO (P.ADAMS)
·         O AUTO DA COMPADECIDA
·         O CAMINHO DA LUZ
·         O CLUBE DO IMPERADOR
·         O LENHADOR
·         O MISTÉRIO DA LIBÉLULA
·         O ÚLTIMO DESEJO
·         OUTUBRO EM NOVA YORK
·         PARA ROSEANNA
·         PASSAPORTE PARA O CÉU
·         PERFUME
·         PONETTE - A ESPERA DE UM ANJO
·         REVELAÇÕES
·         ROMANCE DE OUTONO
·         SEGREDOS E MENTIRAS
·         SÉTIMO SELO
·         SOB A AREIA
·         SONHOS
·         TERRA DAS SOMBRAS
·         TERRA DOS SONHOS
·         TOMATES VERDES FRITOS
·         TUDO POR AMOR
·         UM ATO DE CORAGEM
·         UMA GRANDE LIÇÃO DE VIDA
·         UMA LIÇÃO DE VIDA
·         UMA LIÇÃO DE VIDA - EMMA THOMPSON
·         VIDA QUE SEGUE

TANATOLOGIA

  • DUAS SEMANAS
  • O PRESENTE
  • A PARTIDA
  • ELZA E FRED
  • MINHA VIDA SEM MIM
  • O MENINO DO PIJAMA LISTRADO
  • LADO A LADO
  • ANJO DE VIDRO
  • ANTES DE PARTIR
  • O AMOR PODE DAR CERTO
  • PS EU TE AMO
  • A CURA
  • E SE FOSSE VERDADE
  • FILADÉLFIA

RELACIONAMENTO

  • AS MELHORES COISAS DA VIDA (ADOLESCÊNCIA, JOVENS, DROGAS, SEPARAÇÃO E PRECONCEITO)
  • BAGDÁ CAFÉ
  • CLOSE PERTO DEMAIS
  • A MENINA DA VITRINE
  • SETE ANOS NO TIBET
  • O AMOR SEM ESCALAS
  • TOMATES VERDES FRITOS
  • CONDUZINDO MISS DAYSE
  • O SORRISO DE MONALISA
  • CÉU QUE NOS PROTEGE
  • UM SONHO IMPOSSÍVEL
  • ENSINANDO A VIVER

Conheça 10 Motivos para Estudar com o Cursos 24 Horas.

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